Radiohead para pistas

Um tributo ao Radiohead está em andamento. A novidade do disco ‘‘Exit Music Songs with Radio Heads’’ é que a homenagem vem da comunidade eletrônica, de produtores e DJs como Cinematic Orchestra, Matthew Herbert e Rjd2. O disco terá 14 versões de temas da banda inglesa como ‘‘No Surprise’’, ‘‘Airbag’’, ‘‘Paranoid Android’’, ‘‘Nice Dream’’ e ‘‘Everything In Its Right Place’’. Chega às lojas em abril.

Bandas por aí

As bandas Elektro Shock Combo (Ramones Cover) e Bob Deal Rockabilly Trio tocam hoje, a partir de 22 horas, no Vitória Café (Rua Araçatuba, 91, ao lado do Armazém da Moda), em Londrina. Os shows integram a programação da II Semana Paulo Leminksi. No domingo, a mesma casa recebe as bandas curitibanas Choke, Circle of Trust e Repudyo, além das locais Pubianus, Tormento e Deranged Insane. O show, intitulado ‘‘Pubichoke 2’’, é produzido pela Infame Distro e tem início às 16 horas. Os ingressos estão à venda a R$ 7,00 na Garageland CD’s, Audio Pro Estudio, Gordo Tattoo & Piercing e no próprio Vitória Café. Na hora, sobe para R$ 10,00. O fim de semana destaca também um show em Maringá, com a presença da banda The Stoned Sensation hoje na festa Sonic Flower Club, no palco do Velvet Bar (Av. Tiradentes, 149). O show começa às 23 horas.

Cole neles

Film School é o nome da banda e do disco. Os caras, liderados pelo vocalista-guitarrista Krayg Burton, são de São Francisco (EUA). O disco, o primeiro do grupo, é um dos bons lançamentos desse início de ano na seara do indie rock. Lembra o The Cure em alguns momentos (por causa dos timbres de Burton, que remetem a Robert Smith) e os canadenses do The Stills em outros trechos (por causa das guitarras alternando dedilhados e zumbidos). Entre os destaques do álbum estão as faixas ‘‘On & On’’, ‘‘Pitfalls’’, ‘‘Harmed’’ e ‘‘Breet’’ e especialmente ‘‘Like You Know’’. Querem apostar que o Film School ainda vai estampar capas de publicações especializadas?

Fuja deles

Saiu o novo álbum do grupo sueco The Concretes. O disco, intitulado ‘‘In Colour’’, traz 12 faixas com arranjos para sopros e metais, pontuados por teclados e xilofone. O cuidado com a harmonia, porém, não consegue esconder o desleixo com as melodias. A voz vacilante de Victoria Bergsman ressurge como um trunfo em músicas como ‘‘Tomorrow’’ e ‘‘Greydays’’, mas não garante entusiasmo ao fraco repertório. O trabalho de estréia da banda foi um dos melhores álbuns de 2004. O novo é já um dos piores de 2006.

Pós-rock

Mogwai, uma das bandas mais influentes na virada do milênio, inspirou meio mundo no circuito alternativo incluindo as vertentes renovadoras do metal. Expoente máximo do que ficou conhecido como pós-rock, o quinteto escocês está de volta com um novo álbum, o contemplativo ''Mr Beast''. O disco, lançado há duas semanas, reúne sete faixas instrumentais e três com vocais (uma delas traz os versos recitados em japonês por Tetsuya Fukuyama, da banda nipônica Envy). Para quem acompanha a trajetória dos músicos, o repertório soa quase convencional, se comparado à rebelião das guitarras registrada no álbum ''Young Team'' e na coletânea de singles ''Ten Rapid''. As guitarras, aliás, já não imperam soberanas. O piano desponta em primeiro plano em boa parte das composições. Talvez, a faixa ''Travel is Dangerous'' seja a mais bem resolvida nesta fase de transição da banda ao combinar melodia, calmaria e distorção. Os saudosos do Mogwai antigo poderão ainda desfrutar das incendiárias ''Glasgow Mega Snake'' e ''We're no Here''. Aí, só a reclamação do vizinho para aplacar a trepidação das paredes.

Nelson Sato
[email protected]

mockup