Réveillon rock


Amanhã, rola em Londrina a festa Réveillon Rock, a partir das 23 horas, no Café Vitória (Rua Araçatuba, esquina com Avenida Tiradentes, em frente ao Armazém da Moda). Na programação, discotecagem rock e show com a banda Elektro Shock Combo (Ramones Cover). A entrada custa R$ 8,00.



Fartura


O ano que começa será farto em lançamentos de repercussão na seara indie. Em janeiro, chegam às lojas os novos discos de Strokes (''First Impressions Of Earth'') e Cat Power (''The Greatest''), além do álbum de estréia do grupo britânico Arctic Monkeys (chamado ''Whatever People Say I Am, That's What I'm Not''), a melhor banda de todos os tempos da última semana. Na primeira semana de abril, sai ''At War With the Mystics'', aguardado novo disco dos Flaming Lips. E até o final do ano será lançado o sétimo álbum do Radiohead. O guitarrista Ed O'Brien afirmou que a banda fará shows na Europa em maio e depois nos Estados Unidos para testar as novas canções.



Melhores do ano (ainda)


Na semana passada, o titular desta coluna, Nelson Sato, apresentou seu ranking dos melhores discos de 2005 e as listas de algumas das principais revistas de música do mundo. Na opinião deste interino, os dez melhores discos do ano foram: ''You Could Have It So Much Better'', do Franz Ferdinand, ''4'', do Los Hermanos, ''Apologies To The Queen Mary'', do Wolf Parade, ''Picaresque'', dos Decemberists, ''Futura'', da Nação Zumbi, ''I'm Wide Awake, It's Morning'', do Bright Eyes, ''Toda Cura Para Todo Mal'', do Pato Fu, ''Mezmerize'', do System Of A Down, ''Canções Dentro da Noite Escura'', do Lobão, e ''Get Behind Me Satan'', do White Stripes.



Piano, bateria e saliva


Os Dresden Dolls são daquela linhagem de bandas que lançam discos sensacionais e que têm fama de serem ainda melhores ao vivo. Prova irrefutável disso é o show gravado em Boston em junho que é a atração principal do recém-lançado DVD ''Paradise'' (Roadrunner - importado). Amanda Palmer (voz e piano) e Brian Viglione (bateria) fazem o diabo: improvisam, injetam fúria em canções cujas versões de estúdio já eram agressivas (''Good Day'', ''Bad Habit'', ''Half Jack''), fazem versão de ''War Pigs'', do Black Sabbath... Apenas com piano, bateria e saliva, oferecem um show mais intenso do que bandinhas que têm três guitarristas e/ou que colocam até sete integrantes no palco. Os fãs de PJ Harvey e Radiohead que ainda não caíram na onda dos Dolls precisam ir atrás correndo. Nos extras, videoclipes, duas faixas ao vivo de um show na Dinamarca e imagens de bastidores.




A melhor banda do Canadá


Que Arcade Fire, que nada. A melhor banda novata do Canadá se chama Wolf Parade. O quarteto lançou recentemente seu álbum de estréia, ''Apologies To The Queen Mary'' (Sub Pop - importado). Os dois vocalistas, Spencer Krug e Dan Boeckner, são grandes melodistas, e decoram suas canções com arranjos cheios de guitarras garageiras e teclados vagabundos. Algo como um Arcade Fire mais barulhento e sem pretensão, ou um cruzamento de Modest Mouse com Pixies. ''Apologies...'' é cheio de rocks empolgantes, como a quase punk ''Fancy Claps'', a angustiada ''Modern World'', que tem simples e belos dedilhados de violão, ''Shine A Light'', de cadência à Velvet Underground, e ''We Built Another World'', que começa atropelada e fica mansa no refrão. Mas o Wolf Parade é mais arrasador nas baladas. ''Dinner Bells'', de Krug, é longa e arrastada como uma canção de Neil Young, e o eco nos vocais deixa a música com um ar fantasmagórico. O grande momento do álbum, entretanto, é ''Same Ghost Every Night'', de Boeckner. Desesperada e cheia de guitarras dilaceradas, a faixa é valorizada pela garganta arranhada do vocalista e tem versos tristíssimos.

Fábio Galão (interino)

Excepcionalmente hoje deixamos de publicar a coluna Blues, de Kiko Jozzolino

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