Colega de Redação


A vocalista do Pato Fu virou cronista de jornal. Depois de ganhar bebê e lançar o novo CD da banda, Fernanda Takai tomou gosto pelo texto. Anda escrevendo sobre assuntos do dia-a-dia nos diários Estado de Minas, de Belo Horizonte, e Correio Braziliense, de Brasília.



Migração


Desfalques nas bandas londrinenses. Depois do baterista Walt deixar a banda Frenetic Trio e se mandar para os Estados Unidos, agora é a vez do guitarrista Duda abandonar as bandas Bonus Trash, Búfalos D'Água e Benditos Energúmenos e tomar direção da Grécia. Quem será o próximo?



Programa de domingo


A banda The Brown Vampire Cats toca neste domingo no Bar Valentino (Av. Bandeirantes, 61), em Londrina. Além do show, que começa às 21h30, será exibido o documentário ''Independência ou Rock'', produzido por Marcelo Domingues reunindo shows e depoimentos de bandas como Garotos Podres, The Cherry Bomb, Mudcracks, Patife Band e Primos da Cida. Ingressos a R$ 5,00.



DISCOS

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Hal: delicadeza instrumental



Bucolismo pop


O trio Hal já foi comparado ao The Thrills. Talvez por também serem irlandeses, talvez pelo som quase pastoril que produzem, com um pé no bucolismo folk. Formado pelos irmãos Dave (voz e guitarra) e Paul Allen (baixo), mais Stephen O'Brien (teclados), o grupo costura influências variadas que vão dos Beach Boys a bandas power pop dos anos 70, Van Morrison e soul music. O álbum homônimo de estréia saiu no exterior reunindo faixas cativantes como ''What a Lovely Dance'', ''Play The Hits'' e ''Slow Down (You've Got a Friend)'' todas esbanjando harmonias vocais e delicado instrumental acústico.



Reis da farra


Os Happy Mondays se juntaram outra vez. Liderados pelo malucaço Shaun Ryder, a banda britânica voltou a tocar, tentando recuperar o prestígio de quinze anos atrás quando ajudou a impulsionar a onda ''indie dance'' no Reino Unido. A coletânea ''The Best of Happy Mondays'' (importado) passa a limpo o legado do grupo revelando seus altos e baixos em faixas lotadas de grooves percussivos, com destaque para a levanta-pistas ''Kinky Afro''. O disco inclui a faixa ''24 Hour Party People'', que emprestou o título para o filme de Michael Winterbotton sobre a ebulição musical de Manchester. Farra é com eles.



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The Raveonettes: banda dinamarquesa



Na fila do milk-shake


Muita gente vai estranhar o novo disco do duo dinamarquês Raveonettes. ''Pretty in Black'', que acaba de sair no Brasil, traz Sune Rose Wagner e Sharin Foo trocando ou ampliando as referências. Se com o álbum de estréia conquistaram uma legião de fãs imitando descaradamente os escoceses Jesus & Mary Chain, agora foram buscar inspiração em grupos vocais femininos dos anos 60 como Shangri-las, Ronettes, Shirelles e Marvelettes. Na mudança, eles limaram as distorções e microfonias deixando as guitarras limpas para se aventurar entre os vocais adocicados. Faixas como ''Sleep Walking'', ''Love in Trashcan'' e ''Somewhere in Texas'' soam como trilha para ambientar filas no carrinho de milk-shake e no juke-box. Eles brincam com a sonoridade retrô. A gente se diverte.



Filhos do Radiohead


Bandas que emulam o Radiohead têm aos montes por aí. Muitas tentam xerocar o vezo melodioso dos ingleses, imitando até os falsetes de Thom Yorke. O grupo Midlake também visita a fonte no álbum ''Banmam & Silver Cork'' (importado), mas procura explorar o lado mais experimentalista dos caras reforçando os teclados e flautas nos arranjos. Só que aí, amigo, fica duro de ouvir. Se o original é chato, imagine quem os decalca.

Nelson Sato
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