Shows por uma boa causa
A MTV vai exibir os melhores momentos do megaconcerto musical ''Live 8'', realizado semana passada em várias cidades do mundo para chamar atenção do G8 (os 7 países mais ricos do mundo mais a Rússia) sobre o problema da pobreza. Os programas vão ao ar hoje e na próxima sexta-feira, a partir de 20 horas e com duas horas de duração reunindo shows, entrevistas e reportagens de bandas e artistas como U2, Coldplay, The Cure, The Killers, Keane, REM, Placebo, Linkin Park, Joss Stone, Madonna, Paul McCartney, Brian Wilson e Stevie Wonder.


Bandas que acabam
O The Cherry Bomb acabou. Acabou não. Trocou de nome e mudou o som. O trio mantém os mesmos integrantes, mas agora se chama Os Substitutes e suas canções serão compostas em português. A banda, uma das mais queridas de Londrina, já está trabalhando nas novas músicas, que estarão disponíveis brevemente na Internet. Nem tudo, porém, está de pé no circuito independente nacional. A banda paulistana Thee Butcher's Orchestra, uma das mais atuantes na cena, acaba de anunciar seu fim.



Indies dinossauros?
Quem não conhece um amigo que só ouve dinossauros do rock e que rejeita tudo o que surgiu depois dos anos 70? Para esses sujeitos, nada de importante surgiu depois do rock progressivo e de bandas como Led Zeppelin, Deep Purple e Black Sabbath. Tudo o que veio depois seria inferior, mera cópia ou derivação dos clássicos. Punk, para eles, foi mais um movimento de comportamento do que musical. The Clash? U2? The Smiths? The Cure? Pixies? Não passariam de lixo. O curioso é que há garotos pensando assim, talvez repetindo as preferências de seus pais. A novidade agora informa o jornalista Rubens Marchi Filho, o ''Rubão'' é que já circulam em Londrina os indies jurrássicos, aqueles caras que só ouvem Pixies, Sonic Youth, Pavement e outros grupos surgidos há quinze ou vinte anos atrás. Rubão desvendou a tendência para este colunista na pista do Bar Valentino, durante um intervalo de sua discotecagem na última edição da festa Terça Tilt.



DISCOS

Muralha de guitarras
Uma barragem de guitarras microfonadas quase esconde os vocais no disco homônimo de estréia do Amusement Parks on Fire, banda de Nothinghan (Inglaterra) influenciada pela geração shoegazer do início dos anos 90. O disco tem apenas nove canções, que foram mixadas umas às outras sem pausas para o ouvinte respirar. Faixas instrumentais climáticas, com texturas de guitarras e arranjo para violinos, abrem e fecham o repertório cuja sonoridade sugere uma fusão de Ride com o Mogwai. Entre as faixas irresistíveis constam ''Venus in Cancer'', ''Eighty Eight'' e ''Wiper''. É mais um disco para disputar a listinha dos 5 melhores do ano ao lado do discos do Bloc Party, Wedding Present e Oasis.



The Kills: shows no Brasil
Rock bluesy
O The Kills vem ao Brasil no próximo mês para se apresentar em São Paulo e Recife, respectivamente nos festivais Campari Rock e No Ar: Coquetel Molotov. Como os White Stripes, é formado por um carinha (Hotel) e uma guria (VV). O som é mais ou menos parecido: rock bluesy de acordes secos. Diferente da dupla de Detroit, porém, o vocal é da menina. Em ''No Wow'' (importado), o novo e segundo álbum, eles executam canções de instrumental econômico, minimalista, com ênfase no baixo distorcido. Com exceção da faixa ''Rodeo Town'', a mais pop do material, a dupla parece correr atrás da melodia sem achá-la. Será que o disco de estréia é melhor?



Noise pop
Duke Spirit foi citada por aí como uma das bandas promissoras de Londres. Mas ao ouvir o álbum ''Cuts Across The Land'' (importado), a impressão é de que outras trezentas e noventa e nove bandas fazem um som similar o noise pop. Mesmo assim, não dá para ignorar as virtudes da loira Liela Moss, que imprime vitalidade nos vocais acompanhada por uma base agressiva e ruidosa, particularmente na faixa-título e em canções como ''Love Tones'', ''Love Is An Unfamiliar Name'' e ''Dark is Light Enough'' (bônus).


Nelson Sato
[email protected]

mockup