Show do Ira!


Tem show do Ira! em Maringá. A banda paulistana se apresenta neste domingo, às 21 horas, na feira ''Expoingá'', no Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro. Os ingressos estão à venda a R$ 10,00 (antecipados) e R$ 12,00.



Bandas ao vivo


As bandas Electrospirose, Fisicopatas, Pubianus e Refugee tocam neste domingo, a partir de 17 horas, na sede do DCE (Rua Hugo Cabral esquina com a Rua Piauí), em Londrina. Os ingressos custam R$ 3,00.



Acordando monstros


O pós-punk brasileiro corre mundo. Duas décadas depois de emergir dos porões alternativos do País, bandas como Fellini e Smack rondam a Europa a bordo das coletâneas internacionais ''Não Wave Brazilian Post Punk 1982-1988'' e ''The Sexual Life of the Savages Underground Post-Punk from Brazil''. A primeira foi lançada pelo selo alemão Man Recordings e a segunda chega às lojas na próxima semana pela gravadora inglesa Soul Jazz. Entre as bandas elencadas nos dois discos estão Patife Band, Cabine C, Gueto e Akira S & As Garotas que Erraram. Como curiosidade, ''Não Wave'' inclui uma música inédita do Ira!, ''Lá Fora Pode até Morrer''.



Hard rock


A banda norte-americana W.A.S.P, precursora do hard rock glam nos anos 80, vai tocar domingo em Curitiba. O show rola a partir de 19 horas na A1 Music Hall (Rua Westfallen, 4000 - Antigo Moinho São Roque) com participação ainda das bandas Vader e Sad Theory. No palco, os músicos já quase cinquentões executarão faixas dos álbuns ''The Neon God parte I (The Rise)'' e ''The Neon God parte II (The Demise)''. Os ingressos estão à venda a R$ 50,00 (estudantes pagam meia-entrada) nas lojas Meteoro, Sum Records, Century Media Records, Metal Attack e 96 FM. Mais informações pelo tel. (41) 333-9032 ou [email protected].



DISCOS

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Reprodução


Animal Collective: som bizarro



Estranhos mundos
sonoros


Quer ouvir coisas bizarras? Tente o álbum ''Sung Tongs'', da banda nova-iorquina Animal Collective, cuja formação varia de disco para disco. A faixa de abertura ''Leaf House'', talvez a melhor do repertório, apresenta uma melodia em espiral com vocais sobrepostos e arranjo acústico para violões e percussão. A mesma seção instrumental pauta o restante do álbum embutindo barulhinhos, palmas, sussurros e vozes de crianças. A banda mistura fragmentos de música tribal, nacos de free jazz e pitadas de minimalismo com rock. Em ''The Softest Voice'' chegam a se aproximar de algumas composições do final dos anos 70 do brasileiro Egberto Gismonti. Os caras armaram uma farra esquisita aqui.



Ausência de ânimo


O Stereolab ainda merece a devoção dos fãs? Quem vai dar-lhes um voto de confiança depois de tantos discos furrecas? Bem, Tim Gane e sua trupe acabam de lançar uma caixa tripla acompanhada de um DVD com todos os clipes rodados pelo grupo. O kit, intitulado ''Oscillions From The Anti-Sun'', tem o mérito de pelo menos trazer as canções ''Ping Pong'' e ''Cybele's Reverie'', duas das mais belas faixas já gravadas pelo grupo. Simultaneamente à caixa, que compila os EPs do quinteto, chegou ao mercado internacional o primeiro trabalho do grupo Monade projeto paralelo de Laetitia Sadier, a outra cabeça do Stereolab. O estilo é parecido, com órgão e metais sobressaindo nas bases para os vocais sem graça da garota. A ausência de ânimo também é a mesma. Quer saber mais? É um dos discos mais chatos do ano.



Revivalistas


Jennifer Gentle é mais uma daquelas bandas revivalistas que preferem se refugiar nos anos 60 atrás de timbres, texturas e instrumental de época. No álbum ''Valende'', combinam cores psicodélicas e poeira garageira em canções cadenciadas nem sempre inspiradas. Com os violões se sobrepondo às guitarras, os músicos adicionam flauta, xilofone, órgão e barulhinho de relógio para recriar sonoridades já desgastadas. Só conseguem cansar o ouvinte.

Nelson Sato
[email protected]

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