Show, telão e DJs
  É amanhã a terceira edição da festa ‘‘Alta Fidelidade’’, em Londrina. O evento inclui show da banda Grenade, exibição de clipes em telão (Pavement, Placebo, White Stripes, Franz Ferdinand, Sonic Youth etc) e discotecagem com participação de seis DJs. O local é o mesmo da última edição: a Chácara do Jefinho, que fica ao lado da UEL e do prédio do Correio da Rod. Celso Garcia Cid. O Grenade volta aos palcos depois de uma pausa nos shows. Hoje, a banda toca no Velvet Bar, em Maringá. Liderados por Rodrigo Guedes, os músicos estão gravando um novo disco, previsto para sair no segundo semestre deste ano. Para levantar a pista, foram convidados os DJs Gorky (da festa ‘‘All Starz’’, de Curitiba), Alexandre Dantas (residente do James Bar, de Curitiba), Claudio Yuge (crítico de quadrinhos da Folha de Londrina e um dos criadores da festa ‘‘Terça Tilt’’), Kleber (da Maha Skt), Alexandre Heringer (vocalista da banda Overwhelm) e André Foca (apresentador do programa ‘‘Outside’’ na rádio Universidade FM e sócio das produtoras Madame X e Single Rock). A festa começa às 23 horas. Os ingressos estão à venda a R$ 10,00 nas lojas Maha (Catuaí Shopping Center) e MT3 Skateshop (Rua Pio XII, 363)


Para lotar pistas
  The Go! Team é a mais animada banda surgida na temporada. É absolutamente catalisadora, divertida, para cima. É formada por quatro carinhas e duas gurias. Seu álbum de estréia, ‘‘Thunder, Lighting, Strike’’, traz faixas cantadas e instrumentais mesclando guitar rock, hip hop e funk. As canções são encorpados combinando batidonas quebradas com arranjos para piano, órgão, banjo, sax, trombone, gaita, vocais femininos e coro de crianças. Lembram de raspão as composições mais festivas dos Happy Mondays da viradas dos anos 80 para os 90. Ouça ‘‘Panther Dash’’, ‘‘Lady Flash’’, ‘‘Get it Together’’, ‘‘Junior Kickstart’’ e ‘‘Everyone’s a Vip to Some’’ e saia pulando.

Psicodelia radical
  The Gris Gris aplica uma pegadinha na primeira faixa de seu álbum homônimo de estréia. Os quatro minutos iniciais dão a impressão de que se trata de mais uma banda na linhagem do Mogwai, com suas intermináveis e contemplativas linhas de guitarra. No meio da canção, porém, a banda altera a dinâmica arrastando o ouvinte para uma viagem lisérgica aos anos 60. Daí em diante, tudo remete à psicodelia garageira sombria do Velvet Underground. The Gris Gris recusa a sonoridade limpa propiciada pelos estúdios atuais, preferindo timbres sujos de época.

A volta dos shoegazers
  Como o Ambulance Ltd, cujo ótimo álbum de estréia saiu há pouco no Brasil, os Engineers retomam a linhagem ‘‘shoegazer’’ que fez história no pop britânico do começo da década de 90 através de bandas como Ride, Slowdive, Chapterhouse e outras menos badaladas. Harmonias vocais, guitarras discretas, violões e teclados combinam-se em canções suaves de apelo pop (com destaque para ‘‘Home’’ e ‘‘How do You Say Goodbye’’) sem escorregar para o baladismo chorão. Mas, na comparação, o Ambulance dá de dez.

Limpando a cara
  Saiu no Brasil o novo CD do Snow Patrol, depois de dois discos insatisfatórios lançados por aqui pela Trama. ‘‘Final Straw’’ é, disparado, o melhor de todos. Não que seja capaz de entusiasmar os críticos mais empedernidos, mas desta vez os músicos capricharam no repertório compondo melodias redondas, como ‘‘How To Be Dead’’ e ‘‘Spitting Games’’ e ‘‘Somewhere a Clock is Ticking’’. Enfatizando canções cadenciadas, a banda – pelo menos – limpou a cara.

Nelson Sato
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