PILHA
Para fazer figa
A banda escocesa Franz Ferdinand pode vir ao Brasil este ano. A gravadora Trama estaria por trás das negociações.
Regalia para fãs
Um disco de covers da cantora Bjork está previsto para chegar às lojas brevemente. A expectativa sobre as músicas escolhidas e as versões gravadas é grande. A curiosidade ficará por conta de uma versão da faixa Army of Me, de sua autoria, produzida por um (!) anônimo sortudo. A novidade foi anunciada no final do ano passado, quando ela pediu aos fãs que enviassem suas releituras da música em arquivos MP3 para o e-mail [email protected].
Caravana do barulho
As bandas londrinenses Pubianus (de grind), Mortualha (thrash e death metal), Fisicopatas (hardcore) e No Noise Reduction (noise e grind) tocam neste sábado, a partir de 21 horas, em Maringá. O show, que vai contar também com a banda Abuso Verbal, de Mandaguaçu (PR), rola no Tribos Bar (Av. Cidade de Leiria, 638). Ingressos a R$ 5,00.
Batidas frustrantes
Você compraria um CD que tem apenas duas músicas legais? Bem, o novo e quinto álbum dos Chemical Brothers traz duas faixas dignas de seus discos anteriores, especialmente os dois primeiros. Mas fica nisso. Push The Button, já lançado no Brasil pela EMI, é chato de doer. A composição de abertura Galvanize é, já, o convite para abandonar a audição. São mais de seis minutos de uma batida seca sobreposta aos vocais do MC Q-Tip. Pior só o rap influenciado por Eminen em Left Right. Se as batidonas quebradas foram responsáveis em grande parte pela consagração do duo inglês, desta vez convém ignorá-las. Coube a Close Your Eyes e Surface to Air, as execuções mais climáticas do repertório, livrar o álbum de uma indesejável obscuridade.
Guitarras na pista
O lançamento está previsto para o final de março. Mas o novo álbum do New Order, Waiting for The Sirens Call, já caiu na rede. Quem baixar as faixas, não vai se desapontar, embora o CD passe longe de figurar precocemente numa lista afoita de melhores de 2005. Os vocais hesitantes, as guitarras límpidas, os sintetizadores e os beats aliciantes que marcam o trabalho do grupo continuam imperturbáveis na tarefa de mixar rock e dance music com melodia. O deslize aqui é a uniformidade das batidas e dinâmicas, que torna as músicas muito semelhantes e até monótonas depois da terceira faixa. Mas Whos Joe, Draculas Castle, Turn e a canção-título mantêm o disco de pé.
Promessa britânica
Os garotos nem lançaram o primeiro single, mas a badalação em torno da banda inglesa Kaiser Chiefs prospera na comunidade indie mundial. As faixas do álbum de estréia (previsto para sair em março) já circulam na Internet lembrando um pouco o Supergrass, outro tanto o Super Furry Animals e muito os grupos mais melódicos da safra punk-77. Essa combinação aparece em canções como Everyday I Love You Less and Less, Modern Way, I Predict a Riot e You Cant Have It All todas pontuadas por riffzinhos urgentes, sintetizadores e harmonias vocais. A banda é boa, o disco é bom, mas nada ao longo de suas 12 faixas corresponde ao hype que se anuncia por aí.
Nelson Sato
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