PILHA
Entrevistas na TV
Na próxima semana, o programa Jornal da MTV (MTV) vai mostrar entrevistas com alguns artistas internacionais que tocaram no Brasil este mês. Para segunda-feira, está previsto um papo com os britânicos do Primal Scream. Na quarta-feira, a atração é a vocalista Chrissie Hynde, dos Pretenders. E na quinta-feira, a conversa é com os americanos do The Mars Volta. O Jornal da MTV vai ao ar à meia-noite.
Especial Tim
Um especial com trechos de shows do Tim Festival 2004 vai ao ar amanhã, na Globo, após o programa Sob Nova Direção.
Festival punk
As bandas G.B.H (Inglaterra) e The Queers (EUA) tocam no próximo dia 22 no espaço cultural 92 Graus, em Curitiba. O show é uma extensão do Festival Rock Invasion, que será realizado nos dias 20 e 21, em São Paulo, na casa noturna Hangar 110. O Festival vai também à Americana, cidade do interior paulista, onde as duas bandas gringas tocam no dia 19. Como aquecimento, e antes de toda essa programação, o G.B.H e o The Queers iniciam a mini-tour brasileira no dia 18 no Juke Point, também em São Paulo.
Verve em retrospectiva
A banda inglesa The Verve demorou um bocado de tempo para estourar nas paradas do globo. Levantou alguma poeira entre os britânicos com o álbum de estréia, lançado no começo dos anos 90, mas a explosão mundial só foi ocorrer no finalzinho da década com a gravação do último disco Urban Hymns, que trazia o hit Bitter Sweet Symphony. O sucesso não impediu o fim da banda, em 1998, levando o vocalista Richard Ashcroft a iniciar carreira-solo. A coletânea This Is Music: The Singles 92-98, que saiu este mês do forno, reúne as canções mais importantes do grupo adicionando duas faixas inéditas no lote This Could Be My Moment e Monte Carlo. O material será transformado em DVD incluindo todos os videoclipes gravados ao longo da carreira. The Verve é britpop genuíno, com tudo de virtude e defeito que o estilo traduz.
Pop francês
O quarteto francês Phoenix é daquelas bandas que oscilam entre o preciosismo e a pasteurização. O segundo álbum deles, Alphabetical (EMI), saiu no Brasil sem muita repercussão. Traz canções de apelo pop, bem produzidas, limpinhas para frequentarem sem susto as FMs-listão. É o caso de Everything is Everything, que abre o CD pendurando o refrão na orelha dos distraídos. Mas, não fosse um ou outro detalhe de arranjo, o álbum passaria como um desses discos intragáveis de George Michael.
Rock espacial
A banda Bark Psychosis foi a primeira a receber o rótulo de pós-rock, cunhado pelo crítico inglês Simon Reynolds para definir as texturas sonoras do álbum Hex, lançado em 1993. O rótulo pegou, sendo adotado posteriormente por toda a imprensa musical como expressão-coringa para classificar qualquer banda de vocação experimentalista. Na época, pouco depois do lançamento do disco, o músico Graham Sutton (fundador do grupo) enveredou pela música eletrônica tocando drumnbass a bordo do projeto Boomerang. O namoro com as batidas digitais durou 5 anos, até ele decidir retomar o Bark Psychosis compondo canções para o álbum Codename Dust Sucker, que acaba de chegar ao mercado internacional. O intervalo de quase uma década não alterou o trabalho da banda, calcado em teclados atmosféricos, vocais sussurrados, arranjos jazzísticos, guitarradas indies, ruídos e humor nonsense.
Nelson Sato
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