PILHA
Festival
Saiu esta semana a escalação do Festival Demo Sul, que rola em Londrina nos dias 26, 27 e 28 de novembro. No primeiro dia, sobem ao palco as bandas Relespública (Curitiba), Folcore (RN), Cascadura (BA), Astronautas (PE), OAEOZ (Curitiba), The Cherry Bomb (Londrina), Suite Animal (SP), The Bonus Trash (Londrina), Cosmic Poodle (Ibiporã PR), Faichecleres (Curitiba) e Mundo Livre S/A (PE). No segundo dia, será a vez dos Detetives (SP), Espíritos Zombeteiros (Londrina), Norman Bates (PA), Monstro do Ula Ula (Rio de Janeiro), Búfalos DÁgua (Londrina), MQN (GO), Mudcracks (Londrina), Fungos Funk (MG), The Brown Vampire Cats (Londrina), The Guzzlers (PR) e Replicantes (RS). Para o último dia, foram convocadas as bandas Primos da Cida (Londrina), 8mm (RJ), Cabeloduro (DF), Mcquade (SP), Fantoches (Londrina), Surface (Londrina), Overwhelm (Londrina), The Droogies (Londrina), Devanners (PR), Devotos N.S. da Aparecida (SP) e Cólera (SP). O Festival será realizado na sede campestre do Grêmio Londrinense.
DISCOS
Melodias etéreas
Slowdive atrai simpatizantes e detratores em igual proporção. Há quem ame e há quem despreze sua sonoridade calcada em vocais etéreos e camadas de guitarras melodiosas. Extinta em 1995, a banda lançou vários singles e os álbuns Just For a Day e Souvlaski, dos quais foram extraídas as faixas para a antologia Catch The Breeze, que acaba de sair no exterior. A compilação reúne 23 canções divididas em dois CDs. Embora tenha deixado de fora a bela 40 Days, traz o repertório completo gravado pelo quarteto indie inglês incluindo as memoráveis Alison, Morningrise, Machine Gun, Mind e When The Sun Hits. Se você nunca ouviu falar do grupo, imagine uma mistura de Jesus & Mary Chain com Cocteau Twins. É mais ou menos isso.
Anticlímax
Como os Chemical Brothers, o duo britânico Death in Vegas deu um empurrãozinho para quebrar o muro que separava os adeptos do rock e da música eletrônica. Expoentes do que ficou conhecido como big beat, Richard Fearless e Tim Holmes fundiram guitarras indies aos timbres sintetizados atingindo o ápice com o álbum The Contino Sessions, lançado em 1999. Mas o que parecia uma mistura bem-sucedida, foi arquivada em Satan Circus, o novo e quinto álbum do caras. Com ênfase na programação repetitiva na linha do Kraftwerk o Death in Vegas colocou teclados suaves à frente abandonando os vocais e as batidas pesadas. Não por acaso, as melhores faixas são Sons of Rother e Head, exceções que preservaram os beats chacoalha-assoalhos.
Paisagens soturnas
Soturno é a primeira palavra quem vem à cabeça para definir o material contido no álbum We Fight Til Death, sexto trabalho da banda Windsor For The Derby, de Tampa (Flórida EUA). O grupo trabalha com paisagens musicais que se aproximam do som gótico, como foi difundida a vertente surgida nos anos 80 na Inglaterra e posteriormente adaptada como dark ao Brasil. Não pense, porém, em vocais cavernosos. Em vez de detalhes caricatos, o quarteto parece emprestar o clima sinistro do estilo. O destaque vai para a faixa-título, que sugere uma fusão de Jesus & Mary Chain com Bauhaus.
Indies aplicados
The Charlatans vai ficar na história como a mais famosa banda de segundo escalão do britpop. Liderada há quase quinze anos pelo vocalista Tim Burgess, tem gravado álbuns regularmente passando ileso por ondas, tendências e até a perda de um integrante (o tecladista Rob Collins morreu de acidente de trânsito em 1997). Se não escalou os mesmos degraus alcançados pelo Oasis ou pelo Blur, pelo menos protegeu sua sonoridade indie dos apelos do paradão, resistindo a fórmulas para obter o sucesso fácil. O novo álbum, Up At the Lake (Universal), traz canções de matizes variados remetendo ao rock inglês dos anos 70 (Watch You in Disbelief), ao folk de Bob Dylan (Ill Sing a Hymn), ao dance rock novaiorquino recente (Feel The Pressure) e às harmonias beatlemaníacas (Loving You is casey). O repertório é para cima, euforizante, mas sem exagero. Não se trata de uma obra impecável. É o Charlatans, o de sempre, aplicados mas nunca brilhantes.





