PILHA - Discos antológicos
Discos antológicos
Quais os dez melhores álbuns ''de estréia'' de todos os tempos? O badalado vocalista da banda inglesa Franz Ferdinand, Alex Kapranos, foi quem respondeu a questão para a edição desse mês da revista Uncut. Sua lista é encabeçada pelo álbum ''The Smiths'', dos Smiths, ao qual se seguem ''The Specials'' (The Specials), ''Roxy Music'' (Roxy Music), ''The Songs of Leonard Cohen'' (Leonard Cohen), ''Tigermilk'' (Belle & Sebastian), ''Led Zeppelin'' (Led Zeppelin), ''Unknown Pleasures'' (Joy Divison), ''The Stones Roses'' (The Stones Roses), ''The Stooges'' (The Stooges) e ''The B-52's'' (The B-52's).
Projeto de disco
Quem disse que a volta dos Pixies era apenas uma jogada mercadológica, resumida a shows caça-níqueis? Depois de lançar o single ''Bam Tjwok'', exclusivamente na loja de música online iTunes, a banda de Boston (EUA) anuncia a gravação de um novo álbum o primeiro desde ''Trompe le Monde'', de 1991. A previsão é que o grupo entre em estúdio em 2005, com produção de Tom Waits.
Nas bancas
Os Pixies, aliás, são um dos assuntos do número de lançamento da revista ''Mosh''. A publicação musical estréia nas bancas destacando ainda Dave Grohl (que fala sobre sua nova banda Probot), Aerosmith & Eric Clapton, Orkut, Living Colour, Lenny Kravitz, Curtis Mayfield e Paulo Leminski. Inclui ainda uma lista destinada à polêmica com os piores discos de rock e pop de todos os tempos.
DISCOS
Lali Puna: mix de eletrônica e indie rock
Batidas aliciantes
Vem da Alemanha um dos melhores discos do ano. ''Faking The Books'', do Lali Puna, põe os teutônicos outra vez no mapa da música pop com uma empolgante mistura de eletrônica e indie rock. É o terceiro álbum da banda favorita de Johnny Greenwood, o guitarrista do Radiohead. Batidas aliciantes, guitarras climáticas, teclados melodiosos, vocais femininos quase sussurrados e programação discreta de efeitos espalham-se pelas onze faixas que ressoam a um cruzamento de Stereolab, My Bloody Valentine e Laurie Anderson. Ouçam ''Left Handed'' e ''Grin and Bear'' e rendam-se aos assédios da pista.
Mais melancolia britânica
A tradição de bandas inglesas melancólicas prospera. The Open, de Liverpool, é a caçula da linhagem. ''The Silent Hours'', seu álbum de estréia, enfatiza guitarras melodiosas em baladas com apelo pop suficiente para escalar as paradas britânicas. Um piano solitário abre o disco, seguido de corte e sequência para uma canção pop perfeita ''Close My Eyes''. Há refrões pegajosos sublinhando ainda faixas como ''Just Want To Live'' e ''Step, Into The Light''. Nas mais tristonhas, o quinteto lembra a banda The Doves, de Manchester. Se você gosta do estilo, desfrute.
Para bombar nas pistas
O tão festejado mix de guitarras e batidas dançantes que virou moda em Nova York, na última temporada, continua rendendo discos aos borbotões. ''Stealing The Nation'', o novo do grupo Radio 4, não foge à fórmula abastecendo-a com novos potenciais hits de pista. Em ''Absolute Affirmation'', sugerem uma fusão de The Strokes com New Order. É o grande destaque do álbum, que traz outras faixas capazes de alimentar sets de DJs ao redor do mundo, como ''Party Crashers'' (com piano e baixo matadores), ''State of Alert'' e ''The Death of American Radio''. Chega às lojas em setembro, mas já está disponível na Internet.
Nelson Sato
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