Vivian de Albuquerque
Depois de ter feito exposições especiais sobre a história dos bairros de Curitiba, das praças e até do ambiente da guerra na cidade, a Casa da Memória, da Fundação Cultural de Curitiba, resolveu investir na história das antigas farmácias de manipulação.
Pesquisando desde o surgimento da Pharmácia Stellfeld, primeira particular, aberta ainda em 1857, e indo até a década de 40, a mostra promete uma verdadeira viagem pelo tempo. A exposição percorre os anos contando como ocorreu a transformação dos antigos e ‘‘acolhedores’’ estabelecimentos, em modernos e ‘‘práticos’’ laboratórios farmacêuticos.
‘‘Este trabalho’’, conta Marcelo Saldanha Sutil, pesquisador da FCC, ‘‘faz parte da linha de pesquisa da Casa da Memória, que é justamente a de resgatar a história de Curitiba. Por isso pegamos o gancho desde a Pharmácia Stellfeld até os anos 40, quando as antigas farmácias começaram a sofrer uma transformação.’’
Marcelo explica, que o trabalho de pesquisa, feito durante um ano, teve como base os ofícios e requerimentos do Arquivo Público, além de microfilmes e jornais da Biblioteca Pública e de antigas publicações do Curso de Farmácia da Universidade Federal do Paraná. E entre as grandes atrações estão as tradicionais propagandas de remédios. Também elas foram reproduzidas e ganharam espaço em painéis especiais.
‘‘Elas eram bastante desenvolvidas na passagem do século XIX para o século XX’’, esclarece o pesquisador. ‘‘Por isso achamos que seria importante incluí-las na exposição. Mas o que também deve chamar bastante a atenção é uma ambientação que fizemos com base em fotos antigas’’. Segundo Sutil, a instalação foi montada com objetos originais de antigos colecionadores, que cederam suas relíquias para serem abrigadas em armários da época, reproduzidos para refletir exatamente o clima das ‘‘pharmácias’’.
‘‘Nós só paramos mesmo na década de 40, porque o tema acabaria ficando muito mais complexo e se dividindo’’, conta Sutil. ‘‘Mas um pouco do fim das antigas farmácias pode ser visto na Tribuna da Farmácia. A publicação, que também está em exposição, já mostrava a preocupação dos farmacêuticos com o futuro da profissão’’.
Aberta à visitação a partir das 11h deste domingo, na Casa Romário Martins, no Setor Histórico do Largo da Ordem, nº30, a exposição ‘‘Da Pharmácia à Farmácia / 1857 -1940’’, permanece montada apenas até o dia 14. O horário é de terça a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos domingos, das 9h às 14h.

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