Diretores da Petrobrás querem me processar na justiça do EUA. Onde está o nacionalismo? Vou pagar minha defesa do meu bolso. Quem pagará a acusação do Petrossauro? Você, pele...

Zumbi é nosso

Talvez se deva trocar o nome do Brasil para Zumbi. Afinal, brasil é madeira. nada tem que ver com o que somos. Já Zumbi é uma homenagem aos nossos irmãos negros, que arrancamos contra a vontade deles da África, onde viviam felizes caçando tigres, segundo Castro Alves & Antônio Cândido, ou, segundo os jornais de hoje, se matando no Zaire. Charles Darwin, que visitou o Brasil em 1821, ficou espantado com a maioria de negros, dóceis, nas ruas do Rio, superando de muito os brancos. Zumbi dos Palmares foi o Lenin brasileiro, ainda que tenha fracassado mais rapidamente que seu futuro êmulo. Ainda assim, honra ao mérito.

Cascudice

Itamar, Sarney e Aureliano. Querem emperrar a privatização da Vale do Rio Doce, cujo rendimento é de 0,8% ao ano sobre um investimento de R$ 3 bilhões. E esse surplus microscópico se deve a subsídios disfarçados, em transportes, isenções fiscais, etc. O trio defende interesses nacionais? O interesse nacional é a prosperidade, criação de empregos, o que só será possível se a economia se diversificar com a privatização. Enquanto permanece estanque, obstruída por enormes conglomerados estatais, não sairemos do Terceiro Mundo. Mas não há lobby, mobilização de opinião que explique ao eleitorado a condição brasileira. O nosso presidente sabe disso de trás para adiante, mas abandonou o povo que o elegeu.

Donde os marxistas?

Diariamente espoletas ditos esquerdistas, pior, ditos marxistas, criticam a globalização da economia. É um espectro, porque está distantérrima do Brasil. Marx, lembram? Karl Marx, 1815-1883, pregou a globalização da economia. A revolução capitalista levaria todo feudalismo e primitivismo de roldão. Quando dominasse o mundo é que começaria a sofrer de elefantíase, com queda crescente de lucros, aumento de desemprego e, então, surgiria uma classe operária consciente e militante (condição sine qua non), que derrubaria o capitalismo e começaria a implantar o socialismo. Mas nossos esquerdistas nunca ouviram falar do Mouro (Marx), gostam é de estatismo (que Marx abominava) e de nacionalismo (que Marx, idem). Seu intelecto é de picadeiro.

Barros x Moderno

Olavo de Barros começou a criticar os escribas de OP-ED dos jornais brasileiros, rapazinhos, já de meia-idade, rareando o cabelo e despontando a barriga, que falam de ‘‘repensar Marx’’. Nunca repensam. Nunca pensam. Meramente transcrevem à cabocla Lukács, Gramsci, Benjamin, ou quem seja o redentor putativo do fenomenal desastre do comunismo leninista-stalinista no nosso século. Olavo pegou-os pela perna, apesar de não pertencer a patota alguma, de não ter status na imprensa, ou de não ser ‘‘Maria Candelária letra Ӓ’ da academia.
Os bugres do conformismo reagiram à altura, à baixeza. Emitiram palavras irresponsáveis e indefinidas como ‘‘fascismo’’ e até insinuações vagas e torpes sobre a vida particular de Olavo. Tudo, menos discutir o que ele discutiu.
Seu livro ‘‘O Imbecil Coletivo’’ foi publicado pela Faculdade da Cidade e por um troço chamado Academia de Filosofia, que só existe no papel. Gente interessada em filosofia conseguiu organizar diversos colóquios sob o logotipo da Academia. Foi a única coisa de útil que a dita-cuja fez desde a fundação. Pois bem: a Academia deu assentimento a que o livro de Olavo fosse co-patrocinado por ela. Seu capo, que atende pelo nome de Moderno, ao perceber a indocilidade dos rinocerontes conformistas, retirou o beneplácito, recolhendo-se à sua insignificância anônima.

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