Peste esbanja vitalidade
Peste esbanja vitalidade
Se Buda tem caminhos sinuosos e colinas, Peste é plana e acolhe a vida comercial da capital. Um bairro com cara de século 19 que abrigou, até o Holocausto, a burguesia judaica. A Váci Utca é o paraíso dos consumidores e uma de suas principais artérias. Muitos dos prédios têm arquitetura de fin-de-siecle e as lojas vendem de tudo: flores, jóias, bordados, cerâmicas, artesanato têxtil e os grandes nomes da moda ocidental. É um showroom colorido, alegre e ao ar livre, que também tem três shoppings subterrâneos.
Nos cafés e restaurantes, as comidas são baratas e o atendimento, atencioso. Não deixe de ir para a Hungria por não falar húngaro, essa língua de palavras impronunciáveis. Dá para se virar bem em inglês ou alemão; francês e italiano em menor escala; espanhol, eventualmente. Apesar dos sons estranhos, um dia basta para o ouvido se acostumar e a acolhida dos moradores supera qualquer barreira idiomática.
Tanto em Buda quanto em Peste, há placas azuis indicando postos de informação turística (I) e outras que indicam hotéis, pousadas, pensões e casas de família que alugam quartos para turistas com ou sem refeição. Por todos os preços é possível conseguir hospedagem e as opções são infinitas. Para os mais afoitos, outras placas sinalizam, sem necessidade de tradução, um comércio em alta na cidade: o de strip-tease de mulheres. Outras coisas que chamam a atenção dos visitantes são o comércio de flores e a ausência de buzinas no trânsito de uma cidade com 2 milhões de habitantes.
Para sentir mais a população e seus hábitos, uma boa dica é sentar em um café da Váci Utca e contemplar o panorama do calçadão, que fervilha de gente. Na hora de comer, saiba que as opções são tão variadas quanto as possibilidades de hospedagem. Além da comida tradicional húngara, as principais redes de fast food estão lá representadas: Burguer King, KFC, McDonalds e Pizza Hut. Há ainda dezenas de doçarias, com deliciosos strudels - experimente o que leva sementes de papoula ou o de maçã. Entre os cafés mais badalados, não deixe de visitar o New York - que virou Hungaria entre 1954 e 1989 por razões ideológicas - um palácio de muitos cristais e veludos, e o Gerbeaud, fundado em 1858, na Praça Vorosmarty, perto da Váci Utca.
Depois de ver tudo, ir à ópera (ingresso mais barato da Europa) ouvir Bella Bartók ou Franz Lizt, passar de um lado para o outro, fica claro que, embora tenham diferenças entre si, Buda e Peste se completam e nem mesmo o rio consegue divorciar uma da outra.





