Da próxima vez que você for pegar um cineminha, repare na quantidade de filmes dublados em cartaz. Antes vistas como exceção na programação cinematográfica, as dublagens ganharam popularidade nos últimos anos e, segundo indicam pesquisas, hoje fazem parte da preferência nacional entre o público que frequenta o cinema.

Mas a discussão ''legenda versus dublagem'' não é novidade; em 2006, o deputado Nilson Mourão apresentou o polêmico projeto de lei 6741/2006, que tornava obrigatória a dublagem de todos os filmes de língua estrangeira no cinema brasileiro. O projeto foi arquivado.

Porém o assunto voltou à tona em 2008, quando uma pesquisa encomendada pelo Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematográficas do Rio de Janeiro apontou que surpreendentes 56% dos frequentadores dos cinemas preferiam filmes dublados, enquanto 37% preferiam legendados e 7% não se importavam.

Seguindo uma nova lógica de mercado, as distribuidoras rapidamente se organizaram para atender a demanda não correspondida, e desovaram milhares de títulos adultos antes vistos como 'não dubláveis' nas telas de cinema de todo o País.

''O perfil depende da região, mas, hoje, posso afirmar que a grande maioria das cópias que pedimos em nossos cinemas são dubladas. Em Londrina, o público também tem este perfil'', declara Aline Mendonça, gerente nacional da programação dos Cines Lumiére - 37 salas em nove shoppings do País .

No ano passado, alguns destaques de bilheteria como ''Lanterna Verde'', ''X-Men: Primeira Classe'' e a comédia ''Se Beber, Não Case 2'' só tiveram cópias dubladas projetadas nas telas de Londrina. ''Tentamos atender todos os gostos, mas só é possível pedir cópias que são dubladas e legendadas para filmes em 3D, que possuem a opção de troca digital. Para filmes distribuídos em película, precisamos escolher entre um ou outro'', explica.


Leia mais na matéria do repórter Rafael Ceribelli


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