Esporte de aventura recente, o arvorismo ou arborismo (sites especializados no assunto utilizam uma ou outra expressão) também possui versões diferentes sobre o seu surgimento. Mas todos citam pesquisadores da flora e fauna de florestas, como as da Costa Rica, como precursores do esporte há mais ou menos 20 anos.
Ávidos em observar a natureza, esses cientistas decidiram subir na copa das árvores para analisar a flora e fauna mais detalhadamente. Para evitar o sobe-e-desce constante, logo introduziram cabos para entrelaçar uma árvore à outra e ''caminhar'' lá do alto por meio de roldanas ligadas a cordas amarradas à cintura.
O salto da investigação científica para o esporte aconteceu em 1997 na Inglaterra. Ativistas ecológicos subiram até a copa das árvores para impedir a devastação de uma floresta. Logo, França e Costa Rica aderiram à idéia e praticamente implantaram juntas o esporte que atrai cada mais novos aficcionados. Nascia aí um novo esporte de aventura que unia o homem à natureza.
Os brasileiros adotaram o esporte em 2001 e a febre da modalidade vem crescendo desde então. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Percursos de Arvorismo (ABPA), existem hoje cerca de 70 percursos no país, a maioria no interior de São Paulo. O primeiro surgiu em Brotas-SP, onde fica a sede da ABPA, através da Alaya Expedições. O percurso da cidade paulista também é o maior do país com 36 diferentes atividades.
Tanto a Alaya quanto a Associação têm sido consultadas para a abertura de novos percursos no país. ''Até outubro do ano passado, tentamos manter os dados atualizados sobre o número de percursos. Mas muitas pessoas conheceram nosso percurso, copiaram a idéia e implantaram em outras cidades. Por isso, fica difícil ter um número exato'', explica Viviam da Cunha, gerente comercial e de marketing da Alaya.
Apesar de ser praticado na altura, o esporte não registrou nenhum acidente grave desde sua implantação no país. ''Registramos apenas acidentes leves, como arranhões ou torções após uma descida de tirolesa'', assegura Viviam, apontando a porcentagem de 0,02% de casos entre as mais de 15 mil pessoas que passaram pelo percurso de Brotas. Nem a Alaya e nem a ABPA, segundo Viviam, possuem informações sobre percursos do esporte no Paraná. ''Mas, com certeza, deve ter'', adverte ela.
A Alaya dá consultoria em todo o país para implantação de circuitos de arvorismo. Quem quiser se associar à ABPA ou se interessar em montar um percurso do esporte pode acessar o site www.alaya.com.br ou contatar o fone (14) 3653-5656. (C.S.)

mockup