Capital do mundoNova York recebeu 5,8 milhões de turistas estrangeiros, entre eles 333 mil brasileirosO número de turistas brasileiros na capital do mundo bateu recorde em 1997, segundo dados do Departamento de Turismo da Prefeitura de Nova York. Foram 333 mil visitantes, 31% a mais do que os 258 mil de 1996. Desde 1990, o crescimento acumulado foi de 162%.
O documento intitulado ‘‘Futuro do Turismo Brasileiro em Nova York’’, elaborado pelo órgão, manifesta preocupação com três fatores que podem reduzir a presença de brasileiros na cidade, a curto prazo. São eles: ‘‘os efeitos da crise asiática, as altas taxas de juros no Brasil e os esforços do governo brasileiro em desenvolver o turismo interno’’.
O Departamento de Turismo ressalvou, no entanto, que ‘‘a longo prazo, as perspectivas são excelentes’’, citando dados do Departamento de Comércio do governo federal.
Segundo o relatório, o turismo de brasileiros explodiu nos anos de 1994 e 1995, ‘‘depois das reformas que estabilizaram a economia e reduziram a inflação’’ (no Brasil). Em 1996, entretanto, o número de brasileiros voltou a cair, de 275 mil, em 1995, para 258 mil.
A indústria do turismo local reagiu em 1997, atraindo 5,8 milhões de turistas estrangeiros, entre eles os 333 mil brasileiros. No período, Nova York, sozinha, recebeu mais gente do que todo turismo estrangeiro no Brasil (apenas 3,2 milhões de visitantes, conforme dados da Embratur, em maio).
O relatório confirma dados de pesquisa anterior, realizada em 1995, sobre o perfil dos turistas. Ela classifica os brasileiros como o quinto contingente, abaixo de canadenses, ingleses, japoneses e alemães, mas como os primeiros em gastos, mesmo com salários médios anuais inferiores (US$ 63 mil anuais, contra US$ 68.300).
Os brasileiros, ainda comparados com os demais, são campeões em gastos: US$ 267 por dia, contra US$ 194; os que mais tempo permanecem na cidade (seis noites, contra quatro); os que mais viajam acompanhados do cônjuge (32% contra 22%); o grupo onde as mulheres são mais velhas (41 anos contra 38); e os que têm o maior percentual de militares, funcionários públicos e aposentados, 15% do total.
A última pesquisa revelou também as três principais restrições ao crescimento de turismo brasileiro, depois das dificuldades de obter visto e a barreira do idioma. Segundo a amostragem, feita nos aeroportos, os brasileiros se queixam da ‘‘pobre qualidade dos hotéis e da descortesia do povo’’.

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