O radialista Edson Moraes, 43 anos, 22 de profissão, que atua no rádio e televisão, em Cascavel, nunca participou de festa carnavalesca, e raramente vê desfile de escola de samba na televisão. ‘‘Não tem jeito, não gosto’’, diz Moraes, tão conhecido como radialista quanto como pescador. ‘‘Deu folga na escala, não tem dúvida: pego as tralhas e me mando’’, diz.
Edson Moraes não recusa nem os ‘‘aquários’’ - pesque-pagues -, embora sua preferência seja pelo Rio Paraná, no qual aporta o barco a 100 quilômetros de Foz do Iguaçu, em um ponto entre Argentina e Paraguai, ‘‘onde só dá bicho bom de briga com a linha’’. Edson Moraes acha que não escapará da escala de trabalho neste Carnaval, ‘‘mas se sobrar umas horinhas, vou para o aquário’’, completa esfuziante engrossando o coro dos que não estão nem aí com a folia.

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