Pesca artesanal disputa espaço com profissionais
Até o início da década de 70, os pescadores de Santa Catarina tinham mais do que o suficiente para viver do mar. O peixe era abundante nas praias e costões, o que permitia uma pesca artesanal farta, com canoas, baleeiras e botes. Hoje, o setor sobrevive com dificuldade. Além da pesca da tainha, que é estritamente sazonal, pequenas embarcações disputam os peixes com grandes navios e os modernos aparelhos de navegação e detecção de cardumes.
Há também uma verdadeira guerra contra os barcos atuneiros, que pescam sardinhas jovens, as manjuvas, para usar como isca em alto-mar. De acordo com Ivo da Silva, presidente da Federação dos Pescadores de Santa Catarina, a luta é para revogar uma portaria do Ibama que permite essa pesca, responsável pela quebra da cadeia alimentar na área costeira e a consequente redução da vida marinha.





