Nascida em outubro de 1932 numa cidade do Estado de Massachusetts, Estados Unidos, Sylvia Plath teve infância marcada pelo temor ao nazismo e pela morte do pai. Aos 20 anos, Plath publica sua primeira texto numa revista e é premiada em Nova York. Meses depois do prêmio, tenta o suicídio. Em 56, aos 23 anos, Plath se casa com o poeta Ted Hughes. Em 60, lança seu primeiro livro de poesias, ‘‘Colossus’’. Em 61, escreve a novela autobiográfica ‘‘The Bell Jar’’, sob o pseudônimo de Victoria Lucas. Ted Hughes deixa a família e vai viver com outra mulher. Em fevereiro de 63, Plath asfixia-se com gás de forno de cozinha.
Plath também fez livro para o público infantil, ‘‘O Terno Tanto Faz Como Tanto Fez’’, com ilustrações de Rotraut Susanne Berner (editora Rocco), capta um momento da vida de um menino feliz, Max Nix, mas que tinha um desejo - queria um terno, diferente de sua roupa habitual. ‘‘Mas todo mundo sabe que um suéter e um par de calções de couro com botões de osso entalhado não são a mesma coisa que um terno feito sob medida com calças compridas e paletó igual.’’
Talvez a diferença entre um livro para crianças escrito por um poeta e aquele feito pelo escritor especializado em literatura infanto-juvenil seja revelar um olhar peculiar diante de detalhes do cotidiano. Assim é a história de Plath. Engraçada nas descrições da paisagem, delicada na impressão da atmosfera do enredo, arguta na observação dos tipos sociais da cidadezinha de Winkelburgo. Os cidadãos são descritos pelas roupas. A felicidade de Max, pelo sonho de ter esse terno e ser admirado pelo padeiro, ferreiro, professor, ourives, funileiro, e pelos gatos nos becos e cachorros nas ruas.
Assim, a história vai se fazendo, como faz a mamãe Nix, que ‘‘cortou um pouquinho ali e entrou um tantinho acolá e tornou a recuar os botões. Quando terminou o terno coube certinho em Max, como se tivesse sido feito sob medida’’.

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