PERSONALIDADE - Um carioca chamado Chico Buarque
Carioca é como são chamadas as pessoas que nascem na cidade do Rio de Janeiro. Carioca também é o nome do novo disco do cantor, compositor e escritor Chico Buarque de Hollanda, que retorna aos estúdios de gravação depois de um afastamento de oito anos. Aguardado com muita expectativa, o álbum traz sete músicas inéditas em que Chico faz uma viagem poética à sua cidade natal. Como material complementar, Carioca vem acompanhado de um DVD que mostra como é o processo de criação de um dos compositores mais importantes da MPB. O fato de eu me distanciar muito tempo dá a impressão de que eu não sei mais fazer música, diz ele em determinado momento do documentário que recebeu o nome de Desconstrução. Perto de completar 62 anos de idade, em junho, 40 anos de carreira, mais de 30 discos e centenas de músicas, Chico Buarque de Hollanda é um mito. Todas suas empreitadas sejam musicais ou literárias sempre merecem grande cobertura da mídia. Ele quase se tornou arquiteto, mas a música falou mais alto bem como suas posições ideológicas ou políticas. Por causa de suas letras contestadora, ele foi perseguido durante o regime militar no Brasil e chegou a pedir asilo político na Itália. Mas a genialidade desse carioca falou mais alto e seu talento é aplaudido em grande parte do mundo. Não à toa, Chico Buarque é, sem sombra de dúvidas, um dos mais célebres homens da cultura brasileira contemporânea.
O primeiro livro de Chico Buarque foi publicado em 1966. Ao todo, foram sete livros, sendo o último, o romance Budapeste. O artista também compôs músicas e peças para o teatro nacional. Entre as principais, Roda Viva, Calabar e Ópera do Malandro. Em 1966 iniciou o trabalho para o cinema compondo as canções para o filme Anjo assassino de Dionísio Azevedo. Como ator, participou de Garota de Ipanema, de Leon Hirzman (1967); Quando o carnaval chegar, de Cacá Diegues (1972), além de outras aparições.
Foi aluno na FAU - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Frustrando o desejo da avó materna, Maria do Carmo, que sonhava ver o neto desenhando cidades, Chico abandonaria o curso três anos depois. Um dos ingredientes para a decisão é o clima de repressão que toma conta das universidades após o golpe militar de 1964.
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





