Ney Matogrosso esteve semana passada em Londrina, mas não como artista e sim como militante de uma causa nobre. Ele veio para o lançamento do Núcleo de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Ong carioca da qual é voluntário desde 2000. O motivo da militância, como explicou, foi a constatação de que a doença ainda persistia no Brasil bem como a falta de informação sobre o assunto que gera preconceito tanto da sociedade como também dos doentes que isolam. Desde então, Ney Matogrosso alia sua agenda artística com palestras em vários pontos do Brasil na condição de simpatizante da causa. Além de abordar o temao, em entrevista ele falou de alguns pontos marcantes de seus 33 anos de carreira, 30 discos e 16 shows. Como artista, Ney fez escola ao aliar teatralidade, ousadia e um repertório que vai do pop rock até clássicas canções da música brasileira. Com seu jeito transgressor, ele rompeu convenções, foi alvo de olhar rigoroso de censores do regime militar e o resultado é que inscreveu seu nome na história da MPB. Atualmente excursiona com o show ‘‘Canto em Qualquer Canto’’ enquanto prepara um novo disco que deverá chamar-se ‘‘Um Pouco de Calor’’.


A hanseníase é uma doença infecciosa de evolução prolongada causada pelo bacilo denominado Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen, descoberto em 1873. O Brasil ocupa o 1º lugar da América Latina em número de doentes: estima-se entre 250 e 500 mil casos. Em Londrina há cerca de 140 pessoas, das quais 120 na cidade e 20 na região. A hanseníase tem cura e o tratamento é gratuito


Ney Matogrosso tornou-se nacionalmente conhecido através do grupo Secos & Molhados, com o qual gravou dois discos e tornou-se um dos maiores fênomenos da música brasileira. Em 1974, os integrantes fizeram um histórico show no Maracanãzinho, Rio de Janeiro, que bateu todos os recordes de público. Aos 65 anos, Ney é um dos artistas mais respeitados do Brasil


O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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