Há muito tempo, Inezita Barroso vem pesquisando e divulgando a verdadeira música sertaneja de raiz ou caipira, através de canções que abordam o Brasil interiorano. Aos 81 anos de idade, ela mantém-se como a matriarca da canção verde-amarela levando a todos os cantos do país um vasto repertório do cancioneiro popular como ‘‘Moda da Pinga’’, ‘‘Lampião de Gás’’, ‘‘Engenho Novo’’, que ela canta com sua voz de timbre forte e grave há mais de cinquenta anos. São mais de cinco mil gravações registradas em 80 discos. Incansável ‘‘guerreira’’, comanda há 26 anos o programa ‘‘Viola Minha Viola’’, exibido na TV Cultura onde os convidados, escolhidos a dedo, leva a boa música (cantanda e instrumental) caipira de raiz. Nessas décadas de trajetória artística, Inezita conquistou admiração do público e crítica. Não à toa é detentora de vários prêmios importantes. Além de cantora é também professora de foclore nacional. Inezita também incursionou no cinema, rodados pela produtora Vera Cruz, e também no teatro. Mas foi na música que Inezita Barroso inscreveu seu nome na cultura brasileira. Uma senhora respeitável que, pelo talento e determinação, merece aplausos no palco ou fora dele.

O termo caipira em língua tupi significa ‘‘cortador de mato’’, nome que os índios do interior de São Paulo, deram aos homens brancos. É uma designação genérica dada, inicialmente, aos habitantes do interior do estado de São Paulo. A chamada ‘‘cultura caipira’’ é caracterizada pelo folclore rico e variado e pela música caipira ou música de raiz.

A Companhia Cinematográfica Vera Cruz foi o mais importante estúdio cinematográfico brasileiro da década de 50, fundado pelo produtor italiano Franco Zampari e pelo industrial Ciccillo Matarazzo em 4 de novembro de 1949. Existiu durante quatro anos e realizou 22 filmes de longa-metragem. Foi na Vera Cruz que surgiu nomes como Amácio Mazzaropi, por exemplo.

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

mockup