Com muito bom humor, os personagens de Charles Chaplin e Faustão (com o seu característico relógio avantajado) interagiram com os visitantes da exposição.
Interpretado pelo alunos Zack Pena Bordin, 13 anos, Chaplin foi a representação viva de um dos maiores representantes do cinema mudo; já o personagem de Maurício Carias, 11 anos, foi um exemplo de comunicador famoso da atualidade.
Aliás, o nosso ''Faustão'' ficou empolgado com o seu personagem. ''Foi idéia da minha professora de Espanhol eu ser o comunicador e gostei muito. Participar do projeto também foi legal, ainda mais que ganhamos mais 20 pontos para ajudar nas notas finais, embora eu não esteja 'enforcado''', ressaltou Carias.
Segundo João Paulo Françalage, 12 anos, participar do projeto ''foi um grande desafio''. ''No começo, o tema parecia muito difícil, mas conseguimos fazer um bom trabalho. Aprender a filtrar as informações, conversar com outras pessoas sobre o que recebemos pela mídia e saber falar sem ofender o outro são coisas importantes'', argumentou.
A aluna Talira Gon, 12 anos, destacou que uma das coisas que mais gostou no trabalho foi a oportunidade de trabalhar em grupo. De forma bastante sincera, afirmou que por ser tímida não acha que se comunica bem. ''Mas estou procurando interagir mais com as pessoas'', adiantou. Sobre a filtragem das informações, afirmou que um cuidado importante é procurar conversar mais com os pais sobre o que se recebe pela mídia. ''Às vezes converso com os meus pais, mas eles estão sempre muito ocupados. Acho que a nossa comunicação em casa tem que ser melhorada.''
Depois de algumas apresentações artísticas, os alunos participaram de um almoço festivo em um restaurante rural como encerramento do projeto. ''É o nosso momento de comunicação livre, em que podemos estreitar os nossos vínculos afetivos reais. Saber se comunicar virtualmente é importante, mas devemos valorizar as pessoas que estão ao nosso lado'', frisou a professora Márcia. (A.P.N.)

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