- Os franceses voltaram a invadir as ruas de Londrina ontem. Apesar de não ser tão ousada quanto os conterrâneos do CacahuSte em 1999, nem tão abusada quanto ‘‘As Velhas’’ portuguesas do ano passado, a dupla do grupo Hector Protector conseguiu arrastar o público pelo Calçadão com ‘‘Génie Génétic’’, uma performance de ‘‘criaturas geneticamente modificadas’’ – os animais humanos.
Uma mulher-galinha e um homem-porco, sem lenço e sem DNA, vagaram pelas ruas, perdidos, graças ao descontrole do cientista que os criou e abandonou.
- Só de olho, os seres ‘‘normais’’ que passavam sem saber o que estava acontecendo estranharam as criaturas. ‘‘Galinha e porco? Ah, não é possível, meu Deus!’’, comentavam dois rapazes. ‘‘Que teoria é essa aí?’’, pergunta um desavisado. ‘‘É teatro’’, responde o atento. ‘‘Ai, senhor amado! Não faça isso comigo, por favor’’, suplica a moça que tenta falar ao celular, mas é interrompida pelo ser híbrido. Deparando-se com cortejo, o empresário pára, olha desconfiado, mas acha melhor seguir em frente. Deve ter pensado: ‘‘Isso é coisa de teatro!’’. Quem não trombou com as criaturas ontem, pode dar um pulo no Calçadão hoje. Elas voltam a circular às 11h30.

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