Nascido em Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina), ele passou sua infância cantando e ouvindo música evangélica, devido a tradição da família. Hoje, Samuel do Prado é um artista que busca a pluraridade; é locutor de rodeio, possui programas country em rádios AM, vai lançar seu quarto CD e ainda encontra tempo para ser vereador em Sertaneja (63 km ao norte de Cornélio Procópio), cidade onde reside atualmente.
''No Batidão dos Cowboys Aventureiros'' apresenta 16 faixas em que o artista canta e narra versos de rodeio. Nomes já consagrados no meio sertanejo participam da gravação, entre eles Tradição, Gino e Geno, Jayne, Chico Rey e Paraná e Juliano César. ''Nesse último trabalho, eu incluí alguns versos tradicionais, como 'Oração Para a Mãe' e 'Pai Nosso do Peão'. E o locutor Marcos Brasil faz a apresentação do CD'', disse. O CD deve ser lançado nos próximos meses pela gravadora Atração. Em 2006, o projeto em DVD intitulado ''Samuel do Prado e os Amigos da Viola'', pela BGK, deve sair do forno. Trata-se de clipes com duplas sertanejas da região norte do Paraná e sul de São Paulo. Seu currículo musical se completa com uma participação no CD ''Viola em Noite de Lua'', da dupla Teodoro e Sampaio, lançado em 98.
Aos 14 anos, do Prado começou a ter mais contato com a rotina do campo quando trabalhou em uma fazenda na região de Araçatuba, interior de São Paulo. Mas sua paixão pela vida de peão não segue à risca todas as regras; ele nunca pensou em montar e participar de provas de rodeio. ''Sei que do chão não passa, mas não quero essa profissão para mim. Admiro essas pessoas que, além de coragem, tem muita força no braço'', ressaltou. Por outro lado, calça, cinto, fivela, chapéu e muita música sertaneja não ficam fora de seu cotidiano. ''O mundo do rodeio tomou proporções imensas. Hoje, até mulher participa. Com a novela 'América', o número de pessoas que vai aos rodeios aumentou bastante. A novela mostrou um lado que a maioria do povo não conhecia, como o fundo do brete (corredor onde o peão se prepara para montar)'', explicou. Segundo ele, o rodeio é considerado hoje o segundo esporte do país. ''Da mesma maneira que lotam os estádios esportivos, as arquibancadas das arenas também ficam cheias. Hoje (o rodeio) virou grife. É a segunda paixão do brasileiro''.
O locutor fez questão de lembrar a polêmica lançada há alguns anos pela cantora e compositora Rita Lee sobre os rodeios, em que afirmava ser um ''vergonhoso lixo cultural norte-americano onde os animais são submetidos às mais cruéis torturas''. ''O touro de rodeio é mais bem-tratado que muitas pessoas. Os animais não são machucados. Eles precisam ser alimentados e cuidados corretamente, senão eles não ficam em pé. Mas é claro que existem picaretas de rodeio que não sabem cuidar, como em qualquer outra profissão''.
Dentro de sua casa, o locutor tem um estúdio montado para gravar programas que são veiculados em algumas rádios. ''São bem dinâmicos, com muita música, versos de rodeio e participação dos ouvites'', destacou do Prado. Além do entretenimento, a parte mais esperada do programa, segundo ele, é a oração. ''Eu acabo passando mensagens de motivação. Isso abraça pessoas de todas as idades e classes sociais. Elas me telefonam, enviam e-mails ou cartas falando de suas vidas. Então você acaba fazendo parte da família dessas pessoas'', comentou. Outro atrativo de sua programação é o bloco em que do Prado ''narra montarias'' com nomes de ouvintes, como se fossem os próprios peões.
E como o clima é de rodeio, nada mais adequado como o locutor se despedir dos leitores: ''Sou Samuel do Prado, tudo que faço acredito e tenho fé. Cumprimento o povo apaixonado mandando uma abraço pros homi e um beijo pras muié''.

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