Yara Figueiredo tem 31 anos, dos quais 13 passados no exterior - Suíça, Boston (onde se formou em estilismo), Los Angeles, Nova York e uma breve passagem pela Itália. Cantar ela cantava desde pequena mas de uma maneira informal - festinhas, rodas de violão, essa coisas. Mas daí para virar cantora havia um grande distância entre o querer e ir à luta. A luta propriamente dita começou em 91 quando, na visita a amiga que estudava no Musician’s Institute, de Los Angeles, encasquetou que queria porque queria fazer parte da instituição. Aí aconteceu a história da fita-demo, dois anos depois da encasquetação.
Não bastasse, cruzou por lá o grande violonista Rafael Rabello que lhe deu toda a força possível. Chegaram a gravar, juntos, ‘‘Água de Março’’ (Tom Jobim), numa outra fita demo. E como a sorte estava a seu favor, a parceria rendeu um clipe. Com o material debaixo dos braço, resolveu dar um pulinho no Brasil e tentar a sorte em algumas gravadoras. Nada. Em 95, com a volta definitiva à terrinha, gravou algumas músicas do compositor João Nabuco - inclusive uma de suas composições ‘‘O Preto que Canta’’ era para ter entrado em ‘‘Pintura Íntima’’.
A fita, produzida por Geisan Vame, em que Yara Figueiredo era acompanhada das bandas Olodum e Didá, foi remetido às gravadoras. Nada. Enquanto isso, a cantora fazia algumas apresentações aqui, ali e acolá. Até que um belo dia, convidada para abrir o show da temporada que Jô Soares fazia no Metropolitan (Rio de Janeiro, chamou a atenção do diretor artístico da Polygram Max Pierre. Surgia, finalmente, a oportunidade de gravar seu primeiro disco. (A.M.J.)

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