Não chega a ser hilariante, mas oferece o suficiente para hora e meia de diversão sempre muito simpática e com dose adicional de ternura. ''Looney Tunes de Volta à Ação'' (veja a programação de cinema na página 2) foi pensado para a garotada, por razões óbvias, e para os adultos, pelas mesmas razões óbvias (o carinho perene pelos velhos personagens animados) e por outras menos perceptíveis para os menores: uma ferroada crítica nos executivos de Hollywood.
Uma trama bem legal. Os produtores da Warner decidem demitir Patolino, acusado de perda de popularidade. O nervosinho de sempre é escoltado pelo segurança Drake (Brendan Fraser) até um local distante. Drake, aspirante a dublê, também fica sem trabalho. Quando descobre que seu pai (Timothy Dalton, fazendo um espião à maneira 007) foi sequestrado pelo chefe da ACME (Steve Martin), ele e Patolino partem para uma insólita aventura, agora com Pernalonga, uma bela integrante dos estúdios cinematográficos (Jenna Elfman)
Pernalonga, Patolino, Coyote, Hortelino, Papa-Léguas e outros adoráveis personagens, com o título genérico ''Looney Tunes'', ocuparam durante décadas as telas de cinema e televisão do mundo inteiro. Diante da imperecível carga de empatia, em 1988 a WB decidiu integrá-los a personagens de carne e osso em ''Uma Cilada para Roger Rabbit'', e pouco depois em ''Space Jam'', então um prodígio de técnica.
O diretor Joe Dante, com equipe de primeiro nível, acerta nesta contextualização entre atores e desenhos animados, e o filme resulta em passatempo sólido. Melhor que isso: é uma estimulante viagem ao reencontro de velhos e bons amigos daqueles tempos em que éramos felizes, e sabíamos disso. (C.E.L.J.)

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