O can­to e o tea­tro não têm fron­tei­ra na per­for­man­ce ‘‘­prEsencias’’, de Fá­ti­ma Mi­ran­da, da Es­pa­nha, em úni­ca apre­sen­ta­ção ho­je, às 20h30, no Tea­tro Ou­ro Ver­de. Fá­ti­ma é uma das con­vi­da­das do en­con­tro ‘‘Voz.Per­for­man­ce.Jo­go.Poe­sia. ­Corpo’’, even­to de ar­te ex­pe­ri­men­tal rea­li­za­do pe­lo ­maior fes­ti­val de tea­tro da Amé­ri­ca La­ti­na.
  A ar­tis­ta le­va o pú­bli­co a um mer­gu­lho em to­dos os sig­ni­fi­ca­dos do som em ­suas apre­sen­ta­ções pe­lo mun­do cha­ma­das ‘‘con­cer­tos-­performance’’. Em sua ar­te, Fá­ti­ma tra­fe­ga en­tre téc­ni­cas vo­cais oci­den­tais, orien­tais e de ou­tras cul­tu­ras pa­ra ­criar uma via­gem so­no­ra, uti­li­zan­do a voz co­mo ins­tru­men­to ca­paz de ge­rar in­só­li­tas acro­ba­cias pró­xi­mas do im­pos­sí­vel.
  O es­pe­tá­cu­lo rom­pe a fron­tei­ra do can­to, poe­sia, per­for­man­ce, tea­tro e im­pro­vi­sa­ção, tran­si­tan­do en­tre a tra­di­ção e van­guar­da, par­tin­do de Sa­la­man­ca, sua ci­da­de na­tal, na Es­pa­nha, até che­gar a Sa­mar­can­da, ci­da­de mi­le­nar da ­Ásia.
  A pro­gra­ma­ção de ho­je e ama­nhã no Fi­lo, às 19 ho­ras, no Tea­tro Za­queu de Me­lo, a pe­ça ‘‘­Zero’’, tem a pe­ça a Cia. Me­vi­te­ven­do, de São Pau­lo. Os ato­res Cle­ber La­gu­na e Mar­cia Fer­nan­des, que as­si­nam a di­re­ção do es­pe­tá­cu­lo, ma­ni­pu­lam os bo­ne­cos que con­tam a his­tó­ria de um lu­gar ha­bi­ta­do por um su­jei­to, o ‘‘Se­nhor Z’’, que não tem me­mó­ria, es­que­cen­do que foi crian­ça.
  Ins­pi­ra­do no con­to de fa­das ‘‘O Im­pe­ra­dor e o ­Rouxinol’’, do di­na­mar­quês ­Hans Chris­tian An­der­sen (1805-1875), ‘‘­Zero’’ fa­la de um lu­gar on­de qua­se na­da é ver­da­dei­ro, ma­ni­ve­las fa­zem o sol e a lua apa­re­ce­rem e com um sim­ples to­que num bo­tão é pos­sí­vel acen­der um céu de es­tre­las. Es­se mun­do cha­to se tor­na ­mais ale­gre quan­do apa­re­ce um rou­xi­nol, mas o ‘‘Se­nhor Z’’ con­se­gue cap­tu­rá-lo, tro­can­do o pás­sa­ro por uma má­qui­na que can­ta.
  A pe­ça, que mar­ca os 10 ­anos da com­pa­nhia, que já es­te­ve na edi­ção 2005 do Fi­lo com o es­pe­tá­cu­lo ‘‘Zig, a Me­ni­na de ­Giz’’, é uma fá­bu­la so­bre a ne­ces­si­da­de de hu­ma­ni­za­ção do mun­do ­atual.
  A Cia. Fan­to ­Kid’s Tea­tro de Bo­ne­cos, de Ma­rin­gá, tam­bém é des­ta­que ho­je e ama­nhã, no Tea­tro Vi­la Ri­ca, com o es­pe­tá­cu­lo ‘‘O ­Beco’’ - um lu­gar apa­ren­te­men­te su­jo, on­de vi­ve o sim­pá­ti­co ca­sal de ve­lhi­nhos Ger­tru­des e Gre­gó­rio. Com bo­ne­cos de gran­des pro­por­ções, o gru­po, que tem 14 ­anos, é for­ma­do pe­la fa­mí­lia de Jor­ge Hen­ri­que Lo­pes e Rô Fa­gun­des.


HOJE NO FESTIVAL


- PRESENCIAIS
Local: Teatro Ouro Verde, 20h30

- Zero
Local: Teatro Zaqueu de Melo, 19h

- O Beco
Local: Teatro Vila Rica, 21h

- Os Figurantes
Local: Teatro Usina Cultural, 22h

- Crónica de José Agarrotado
Local: Teatro Filo, 21h30

- Cortejo Báquico
Local: Calçadão, 11h

Bilheteria - Shopping Royal Plaza (R. Mato Grosso, 310)

* Mais informações no site www.filo.art.br

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