Na semana passada, dia 26, completou-se um ano da morte de José Lino Grunewald. Ele era poeta, ensaísta, tradutor e jornalista. Na poesia, foi ligado aos concretistas. Como tradutor, seu grande trabalho foi a versão para o português do célebre ‘‘Os Cantos’’, de Ezra Pound.
Como crítico de cinema, escreveu no obscuro Jornal de Letras passando depois para o Correio da Manhã a convite de Moniz Vianna, crítico brasileiro que mais admirava e que então era o chefe de redação do matutino. Em 1957, colaboraria na famosa página ‘‘Poesia-Experiência’’, editada por Mario Faustino no Suplememto Dominical do Jornal do Brasil.
Foi também pesquisador da música popular brasileira e fã de tangos. Em 1995, publicou o livro ‘‘Gardel, lunfardo e tango’’. Seu outro livro, ‘‘A idéia do Cinema’’, de 1969, é uma antologia de textos básicos de Eisenstein, Resnais, Walter Benjamin e outros sobre cinema.

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