Aos 26 anos, Gustavo Haddad é um ator que já passou por experiências em teatro, televisão e cinema. Começou ainda criança, aos 12 anos, fazendo teatro amador em Bauru (SP). Também no interior paulista atuou em seus primeiros espetáculos no palco.
Ele iniciou sua formação acadêmica em Artes Cênicas na Unicamp, mas não concluiu o curso. ''Minha formação foi mesmo nos palcos'', diz. No teatro, Gustavo Haddad atuou em montagens como ''Píramo e Tisbe'' (SP, 95/96), ''Menino ou Menina'' (RJ, 97), ''Bar, Doce Bar'' (SP, 97) e ''O Homem das Galochas'' (SP, 97/98), com o qual foi indicado aos prêmios Shell e Mambembe e ganhou o APETESP de melhor ator coadjuvante de 1997. Seu último espetáculo foi ''Pobre Super-Homem'' (2000), com direção de Sérgio Ferrara.
Haddad ficou conhecido do grande público na televisão. Ele estreou na telinha aos 19 anos, na novela ''Colégio Brasil'', do SBT. Depois, interpretou personagens em ''A Padroeira'' e ''Malhação'' (ambas da Rede Globo), ''Dona Anja'', ''O Direito de Nascer'' e ''Chiquititas'' (SBT) e ''Do Fundo do Coração'' (Record). Agora, Haddad tem uma nova proposta do SBT para fazer a novela ''Pequena Travessa'', um texto mexicano produzido pela emissora brasileira, com estréia prevista para setembro.
O ator também teve experiências em cinema com o longa-metragem ''Em Busca de um Sonho'', de Lucas Amberg, em 1998. ''Foi um prazer atuar no cinema, gostaria de ter outras experiências. O que me fascina nessa arte é o set de filmagens, o lado 'artesanal' do cinema'', conta Haddad, que também já pensou em trabalhar ''atrás das câmeras''.
Morando atualmente em São Paulo, Gustavo Haddad está produzindo seu primeiro espetáculo para teatro. Trata-se da adaptação do texto ''O Efeito Urano'', de Fernanda Young, projeto para 2003.
Sobre a atual fase do teatro brasileiro, Haddad acredita estar havendo uma renovação com novos autores, atores e diretores. ''É uma geração que vem resgatar histórias do Oficina, do teatro de protesto, de vanguarda. Depois dessa época, o teatro brasileiro criou uma barriga na sua história. Agora o interesse por se falar das coisas voltou. As pessoas estão mais ligadas, informadas'', comenta.
Um dos motivos que levou Haddad a fazer um ''investimento pessoal'' é a rotina da televisão. ''Fazendo novela a gente fica sem tempo para se organizar e programar a vida'', diz. ''Ficar dependendo da tevê, de lobby, de produtores é muito ingrato. Com uma produção minha tentarei fazer um bom trabalho no teatro. É minha primeira experiência''.
As desilusões também fazem parte da carreira do ator. ''Principalmente por ter de depender de outras pessoas. Aí começa a frustração. Você faz um teste e não consegue o personagem... Cheguei a assinar um contrato na tevê, mas fui substituído porque outro ator precisava ser escalado. Rola muito isso. Faz parte da profissão''.(J.S.)

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