Depois de 15 semanas como o filme mais visto nos EUA, ‘‘Titanic’’ foi finalmente substituído no último final de semana pela estréia de Lost in Space (‘‘Perdidos no Espaço’’). O filme bateu a marca de US$ 20 milhões de bilheteria na primeira semana, mais uma vez ultrapassando ‘‘Titanic’’ que chegou a US$ 11,6 milhões na sua estréia.
‘‘Perdidos no Espaço’’ é baseado na série de ficção científica que fez sucesso na TV entre 1965 e 1968. O filme custou US$ 75 milhões e é o mais caro produzido até hoje pela New Line, uma divisão da Time Warner.
Ele conta a história da família Robinson, comandada pelo astrofísico do século 21, professor John Robinson (William Hurt), que decide levar mulher e filhos para colonizar um planeta chamado Alpha Prime. Antes de decolar a nave Júpiter 2 é sabotada pelo famoso vilão dr. Smith (Gary Oldman). Só que o plano dá - em parte - errado, porque Smith acaba viajando junto na Júpiter 2 e salvando a vida da família Robinson. É a partir daí que começam a desventuras da viagem. A nave, sob o comando do major Don West (Matt LeBlanc, de Friends), acaba indo por um caminho errado, aterrissando num país proibido e assim o filme continua. Da série dos anos 60, continuam os personagens - Mimi Rogers faz a bioquímica mulher do professor Robinson, Jack Johnson é o garoto-gênio Will, Heather Graham (Boogie Nights) e Lacey Chabert (Party of Five) são as filhas do casal, Judy e Penny - e a voz do robô, que ainda anuncia ‘‘perigo, perigo’’.
O resto é pura futurologia. A produtora-escritora Akiva Goldsman, cérebro do projeto, utilizou todos os estereótipos do que se imagina ser o século 21: uma cidade em que não há carros, mas pequenas naves, uma casa comandada pela tecnologia, as roupas dos aeronautas ultramodernas e mais escuras possíveis e até a agenda eletrônica de Penny, que dá a quebra da trama no filme, que na verdade é uma filmadora-vídeo-relógio.
A crítica norte-americana não aprovou e o filme realmente se perde em algumas cenas. Tudo é muito sério e científico, até pela interpretação de William Hurt, para de repente aparecer uma espécie de macaco alienígena que acaba virando mascote da família. O público também fica na expectativa de alguns desfechos mais emocionantes, como a morte do monstro no país proibido. No final, há o gancho para o que deve ser uma série ‘‘Perdidos no Espaço’’, com pelo menos mais dois filmes. E aí há uma certa tentativa de semelhança de conflitos com ‘‘Guerra nas Estrelas’’ do tipo nos livramos dessa, mas terá uma próxima, acentuada com o clima romântico e ingênuo entre Judy e o major Don West, que lembra o clima entre a princesa Léa e o capitão Solo, só que sem muito sucesso.

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