Agência Estado e ANSA
O título da revista norte-americana ‘‘Variety’’ em sua edição especial do Oscar é, no mínimo, irônico: ‘‘Prêmio consolo’’. Em um quadro, a publicação explica que nos últimos anos as arrecadações mais altas foram conseguidas por aqueles filmes que não foram premiados pela Academia de Hollywood.
‘‘O que importa se o seu filme não ganhou o Oscar?’’, escreve a ‘‘Variety’’, mostrando um gráfico demonstrativo de que em muitos casos os perdedores obtiveram melhores bilheterias que os ganhadores.
No ano passado, por exemplo, o filme ganhador foi ‘‘Shakespeare Apaixonado’’, entretanto ‘‘O Resgate do Soldado Ryan’’ arrecadou muito mais (cerca de US$ 400 milhões, contra US$ 200 milhões do vencedor).
Caso similar ocorreu em 1995: ‘‘Apolo 13’’ arrecadou cerca de US$ 300 milhões, enquanto ‘‘Coração Valente’’, vencedor do Oscar, teve uma bilheteria de apenas US$ 150 milhões.
Em 1997, o ignorado ‘‘Atração Fatal’’, com o par Michael Douglas-Glenn Close, levantou mais de US$ 300 milhões, enquanto ‘‘O Último Imperador’’, filme de Bertolucci (nove Oscars) arrecadou apenas US$ 80 milhões.

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