Rio - O ator e cantor Eduardo Conde morreu no início da noite de quinta-feira, vítima de um câncer de pulmão, em Petrópolis, na região serrana do Rio. Ele tinha 56 anos e estava internado há 15 dias no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Beneficência Portuguesa. O velório foi realizado durante a manhã de ontem, no Rio, e o corpo foi enterrado no início da tarde.
Até meados do ano passado, Conde aparentava uma saúde de ferro e trabalhava normalmente. Participou do início da novela ''O Beijo do Vampiro'', da Rede Globo, como o Rei Dagoberto, pai da princesa Cecília (Flávia Alessandra), a mocinha da história que o vampiro Boris (Tarcísio Meira) persegue através dos tempos. A notícia de sua morte surpreendeu seus amigos, que estiveram no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, zona norte do Rio.
Eduardo Conde tinha 37 anos de carreira, iniciada na segunda metade dos anos 60, com os festivais de música popular brasileira. Sua figura esguia, de longos cabelos lisos e rosto marcante, o levou às passarelas, mas ele preferiu investir na carreira de ator, em que se destacou, nos anos 70, como protagonista do musical Jesus Cristo Superstar, versão pop da história bíblica.
Fez também cinema com os Trapalhões, novelas na Globo (''Sinal de Alerta'', ''Plumas e Paetês'', ''O Quinto dos Infernos'' e a já citada ''O Beijo do Vampiro'') e conseguiu um público pequeno, mas cativo em seus shows, onde misturava teatralidade com clássicos e novidades da música brasileira.
Em 1998, lançou o CD ''Íntimo'', gravado ao vivo, com canções de Sueli Costa e diversos parceiros. Seu último trabalho em teatro, no ano passado, foi na peça ''Os Lusíadas'', na qual interpretou o papel de Vasco da Gama.
Segundo a Beneficência Portuguesa de Petrópolis, ele se internou há cerca de 15 dias. Conde deixa um filho, Bernardo, de 24 anos, com a também atriz e modelo Beth Lago. Ela não quis dar nenhuma declaração sobre o ex-companheiro. ''Duro de acreditar. Dói. E como! Estamos todos um pouco mais sozinhos e tristes sem a alegria do Eduardo. Que nos conforte e console a sua doce lembrança'', disse ontem o ator e dramaturgo Oswaldo Mendes.

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