O artista plástico carioca Rubens Gerchman morreu na manhã de ontem no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Detalhes sobre a causa da morte não foram divulgados até o momento. O corpo de Rubens, que tinha 66 anos, seria velado ontem no próprio Albert Einstein. Rubens Gerchman nasceu no dia 10 de janeiro de 1942, no Rio.
Em 1967, foi contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna - SNAM, morando em Nova York entre 1968 e 1972, onde ampliou sua base cultural.
Desde o começo de sua carreira comprometido com novas experiências, foi um dos pioneiros a realizar happenings. Num deles (Elevador Social), ainda nos anos 1960, colocou os espectadores numa tenda de madeira e plástico transparente, pintada do lado de fora com spray colorido. Presos momentaneamente na ''jaula'', eles tinham de arrebentar a estrutura para se libertar.
De 1975 a 1979, assumiu a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Rio. Também foi co-fundador e diretor da revista de vanguarda ''Malasartes''.
Entre 1979 e 1980, incentivado pela bolsa da Fundação Guggenheim e premiado na Bienal Ibero-Americana, trabalhou nos Estados Unidos e México, onde deu aulas na Universidade Nacional.
Lançou, em 1989, o livro ''Gerchman'', com textos do crítico de arte Wilson Coutinho e, em 1993, publicou o álbum de litografias ''Dupla Identidade'', com texto do poeta Armando Freitas Filho.
Em 2000, lançou álbum com 32 litografias, primeiro volume da coleção ''Cahier d'Artiste'', da Lithos Edições de Arte. Entre as funções desempenhadas por ele estão as de pintor, desenhista, gravador e escultor.

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