Curitiba - Morreu ontem, em Curitiba, o empresário e ex-Big Brother Brasil Edilson Buba. Ele estava internado há mais de dois meses no Hospital Vita para tratar um câncer no estômago, descoberto já em estado avançado. Buba participou do reality show exibido pela Rede Globo em 2004. Depois disso ganhou visibilidade em dois momentos: ao ser detido, em abril daquele ano, sob acusação de tráfico de drogas e ao posar para a revista G Magazine, doando seu cachê para a ''Ong Vida Limpa, Vida Livre'', voltada à reabilitação de jovens com dependência química. Buba faria 35 anos no próximo dia 11 de dezembro. Ele deixa viúva Dirliane Buba, que era sua namorada já na época do BBB.
A doença de Buba foi mantida em sigilo pela família e amigos desde sua internação. Ele foi submetido a diversas cirurgias para retirada do câncer, na região do estômago e esôfago. De acordo com o boletim médico divulgado pelo hospital, sua morte ocorreu às 2h50 de ontem, causada por neoplasia gástrica. Buba estava escrevendo um livro contando sua trajetória desde a participação no BBB, até sua prisão e sua vida e cotidiano após a fama. O livro ainda não tem lançamento previsto. De acordo com a assessoria de imprensa do empresário, a família ainda vai avaliar as informações contidas na obra e em que capítulo o livro estava.
Além de se dedicar ao livro que contava sua experiência, o empresário era sócio do Bar Seis & Meia, inaugurado há 15 dias no bairro Água Verde em Curitiba. Mesmo antes de participar do BBB, Buba já era conhecido na noite curitibana pelas suas empreitadas empresariais sempre ligadas a bares da moda. No BBB, Buba não teve vergonha de chorar com saudades da família e teve sua participação marcada pela fragilidade. Dormia com bichos de pelúcia e falava sempre da noiva, com quem casou ao sair do programa.
Ele foi eliminado no sexto paredão do BBB 4, com 66% dos votos do público. Dois meses depois de sua partipação em um dos programas de maior audiência da televisão brasileira na época, ele detido sob acusação de tráfico de drogas no aeroporto de São José dos Pinhais com comprimidos de ecstasy e maconha na bagagem. Ele deixou a prisão em julho do mesmo ano, negando a acusação, Na época, chegou a dar entrevista coletiva e pedir perdão aos curitibanos por ter usado drogas. Depois da prisão, ele mesmo criou a Ong Vida Limpa, Vida Livre.
O corpo do empresário foi velado no Crematório Vaticano, em Quatro Barras, Região Metropolitana de Curitiba, e cremado às 12 horas de ontem.

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