A arte brasileira está enlutada. Na última semana, três artistas de grande expressão deixaram de fazer a alegria de fãs e admiradores. O humor perdeu um pouco a graça com a morte de Ronald Golias, aos 76 anos, na última terça-feira. O humorista foi um dos pioneiros da televisão brasileira e em mais de 50 anos de carreira criou tipos memoráveis, entre eles o Pacífico com o qual popularizou o bordão ‘‘Ô Cride, fala pra mãe’’. Mas Ronald Golias, ganhou notoriedade mesmo com o Bronco, personagem da ‘‘Família Trapo’’, programa que fez muito sucesso na TV Record, em meados da década de 60. Ultimamente, o humorista era uma das principais atrações de ‘‘A Praça é Nossa’’ e também do seriado ‘‘Meu Cunhado’’, com Moacyr Franco, ambos no SBT.
  No último dia 29, a violeira
Helena Meirelles morreu aos 81 anos. Nascida no pantanal mato-grossense, ela era uma das mais respeitadas instrumentistas do Brasil e do mundo. Na década de 90, a revista norte-americana Guitar Player
uma das mais importantes no cenário musical, a elegeu como uma das 100 importantes instrumentistas do planeta. Anteontem, muitos brasileiros também sentiram a perda de uma das eternas rainhas do rádio: Emilinha Borba, que faleceu aos 82 anos, no Rio de Janeiro. O enterro aconteceu ontem.

- O humorista despontou na TV ao lado de Manuel de Nóbrega na antiga ‘‘A Praça da Alegria’’, em 1956, quando lançou o personagem Pacífico. Um ano depois, estreou no cinema com o filme ‘‘Um Marido Barra Limpa.’’ Antes disso, trabalhou em algumas emissoras de rádio

- O toque do violão de Helena Meirelles era considerado muito particular. Autodidata, ela agregava influências da música paraguaia e também de ritmos pantaneiros. Helena atuava com maestria nas violas de seis, oito, dez e 12 cordas.

mockup