Curitiba - Morreu anteontem, em Curitiba, um dos artistas plásticos mais importantes do Paraná. Érico da Silva tinha 74 anos, e teve um infarto fulminante em sua casa, à noite. Seu corpo foi velado na capela do Cemitério Municipal e cremado no Crematório Vaticano, ontem. Silva foi um dos fundadores do grupo Um, formado em parceria com outros quatro artistas plásticos de Curitiba e que revolucionou a arte paranaense. Nascido em Itajaí, Santa Catarina, Silva estava radicado na capital desde 1949. Começou a pintar em 1958, mas também foi ourives, cartazista, ilustrador e cenógrafo.
Para o crítico de arte Fernando Bini, Silva foi um dos grandes mestres do abstracionismo no Paraná. ''O trabalho dele representou uma revolução dentro da matéria pictórica. Ele tinha uma pintura forte e de muita coragem'', analisa. Obras do artista estão espalhadas em quase todos os museus paranaenses. Além de expôr anualmente no Brasil, até 2002, o artista também participou de individuais e coletivas no exterior.
Em 1982 ganhou o título de Cidadão Honorário de Curitiba, concedido pela Câmara Municipal da cidade e em 1983 recebeu o título de Cidadania Honorária do Paraná. Bem antes disso, em meados da década de 60, fundou com Álvaro Borges, Alberto Massuda, Valdemar Rosa e Renée Bittencourt, o grupo Um. ''Eles foram responsáveis por levar obras de arte mais perto do público. Faziam exposições em praças públicas e também convidavam outros artistas para expôr'', conta Bini.
Embora sua última exposição tenha sido há quatro anos, Érico da Silva continuava pintando. ''Ele era uma pessoa muito festiva, que gostava muito da vida social, mas de uns anos pra cá se isolou do mundo e passou a se dedicar mais a família'', conta. Ele deixa viúva Janet de Oliveira Silva.

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