Pequenos empreendedores têm chance menor
Os projetos pequenos ou amadores têm mais dificuldades em conseguir patrocinadores mesmo através da Lei de Incentivo à Cultura. Em contrapartida, os empreendedores profissionais e que obtêm sucesso logo no primeiro evento, praticamente garantem o incentivo da empresa patrocinadora para os próximos empreendimentos. A conclusão é da coordenadora da Lei de Incentivo à Cultura, em Curitiba, Christine Baptista.
No entanto, Christine esclarece que não é este o objetivo da Lei. ‘‘A Lei deve funcionar como apoio para os que estão começando e não deve ser utilizada para manter a produção cultural. Mas esta é a forma que a cultura está se mantendo. Além disso, os incentivos acabam concentrando-se nas mesmas pessoas e empresas’’, analisa. A prefeitura deve funcionar como um mecenas - protetor de artistas e homens de letras -, por isso o nome mecenato.
A equipe da coordenação da Lei, na forma mecenato, fechou o balanço do ano de 1999 com 680 projetos protocolados. Destes, 339 eram projetos protocolados ainda em 1998 e que não haviam sido julgados antes do encerramento da verba, que no ano passado atingiu pouco mais de R$ 4,4 milhões.
As dez pessoas que compõem a comissão reuniram-se 18 vezes, em 1999. Dos 680 projetos, 214 foram julgados. Destes 123 receberam aprovação, 77 foram recusados e outros quatro pediram cancelamento. Para este ano, a Secretaria Municipal de Finanças autorizou R$ 4,6 milhões. Em 1999, a Lei recebeu 341 novos projetos.
Mas a comissão começa os trabalhos somente em março e a coordenação ainda não sabe se continuarão a examinar os projetos restantes de 98 e 99 ou se abandonam aqueles e começam pelos de 2000. ‘‘Ainda sobraram muitos projetos de 98 e 99, mas se formos acumulando as sobras de cada ano vai virar uma bola de neve incontrolável’’, justifica. A maioria dos empreendedores protocolaram projetos de teatro e música.(E.M.C.)

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