Curitiba – A música eletrônica adora rótulos. Cada estilo tem diversos segmentos, ficando difícil para qualquer mortal seguir todos os caminhos e atalhos. Um bom exemplo é o techno, que hoje tem várias versões: funk techno, techno trance, progressive techno, hard techno, deep techno, minimal techno e as variações continuam para frente.
Os encontros mais apaixonados do som eletrônico acontecem nas raves. Essas raves dedicam horários aos DJs, que seguram o ‘hip’ e o ‘groove’ bombando batidas por minuto (bpm) durante horas. O público cai na dança e não oferece resistência as guerras do jungle, breakbet, trip hop, flash house, acid house, goa, ambiente, tribal, garage, trance, progressive, drum’n’bass.
A nova música eletrônica pintou em Chicago na segunda metade da década de 80 e ganhou o nome de house. Até hoje é o segmento mais popular. A partir desse segmento surgiram outras derivações. O estilo tem uma batida repetitiva, hipnótica e continua. Geralmente com um ‘beat’ entre 120 e 135 bpm. Ela pode ter elementos percurssivos, de cordas, de metais.
A acid house surgiu em 88 da derivação da house e se tornou tão ou mais famosa. A linha melódica é ácida e extraída com o auxílio de um sintentizador da Roland, o BT303, hoje imortalizado. Esse foi o único aparelho que conseguiu executar o som perculiar na época.
O techno é um estilo bastante apreciado e surgiu em Detroit. A principal característica são os barulhos sintéticos e a falta de melodia. Enquanto na house você pode ouvir uma melodia de piano, no tecno isso não acontece. No techno o piano seria processado em 32 efeitos para mudar a textura do som.
O trance tem um grande números de seguidores no Paraná. O som varia entre 140 a 146 bmp. Ela é marcada pelo seu sentido épico, recheado de instrumentos de cordas. A diferença é que sempre aparece com melodia, o que possibilita intervenções.
Outro estilo importante na atualidade é o hard house. A velocidade fica acima de 140 bmp. O que caracteriza a vertente é a inclusão de um determinado som, que se chama roover (aspirador de pó em inglês). O som é muito parecido com o barulho desse aparelho doméstico.
Com a morte do trance e a falência do progressive house nas pistas, a capital paranense está assistindo ao crescimento do techno house e do techno trance, cujas características são as melodias graves.
A drum’n’bass tem muitos adeptos no Brasil. Ela pode ser identificada pela combinação de bateria e baixo. A velocidade é de 160bpm. A batida da bateria é quebrada e o grave é extremamente forte. O estilo está crescendo no país, impulsionado pelas preferências dos DJs Mark e o Patife, que estão em alta no mercado mundial.

mockup