A história oficial quase não cita a importância do município de Sengés, ressaltando apenas que a Batalha de Itararé não aconteceu. Realmente, antes que a grande batalha acontecesse, os soldados de Getúlio Vargas, já em posição de vantagem, foram informados que Washington Luís havia sido deposto, não sendo mais necessário o embate do dia 24 de outubro de 1930.
Mas o que poucos sabem, é que os moradores da localidade que em 1934 se tornou município, viveram dias de guerra, suas casas foram saqueadas e destruídas pelos bombardeios aéreos que tentavam conter os soldados de Vargas, que vindos do Rio Grande do Sul, avançavam rumo a São Paulo. A quebra da política do café-com-leite, com o lançamento da candidatura de Júlio Prestes para a presidência, a superprodução de café, a quebra da Bolsa de Nova York, criaram um clima político tenso no Brasil, propiciando novas alianças partidárias.
Dona Lélia Salmon Jorge, antiga moradora da região, conta em seu livro ‘‘Um fiapo de História’’, que teve sua casa invadida pelos soldados getulistas e que, junto com grande parte de seus familiares e conhecidos, passou diversos dias em um esconderijo montado em uma plantação de alfafa. Há muitos relatos sobre os bombardeios aéreos, tiros de canhões, medo do inesperado e do desconhecido. A ‘‘guerra’’, segundo o livro, durou quase 15 dias.’’
Em 1932, Sengés volta a ser palco de combates, na Revolução Constitucionalista, comandada pelo ex-govrenador paulista Júlio Prestes, que duram praticamente três meses. As principais batalhas aconteceram nas divisas de Minas Gerais, Paraná e Vale do Paraíba. Em 3 de outubro, os paulistas anunciam sua rendição, mas conseguem anistia aos rebeldes e facilidades para o exílio de líderes civis e militares do movimento. (A.P.N)

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