Santa Lúcia, África do Sul - Cerca de 30 quilômetros ao leste do Parque Hluhluwe-Umfolozi, em direção ao litoral, fica Santa Lúcia, uma cidadezinha que vê sua população de 500 habitantes se multiplicar por dez a cada verão. O motivo? As ondas perfeitas do Oceano Índico, que atraem surfistas de várias partes do mundo, com destaque para os vindos da Europa.
Tal apelo transformou as feições de Santa Lúcia, que hoje vive basicamente de turismo. Apesar de muito pequena, conta com pelo menos uma dezena de opções de hospedagem, de luxuosos hotéis a albergues para lá de simples. Além de uma feira de artesanato interessante e um centro comercial surpreendentemente grande para o tamanho da cidade. Lembretes úteis: leve suas Havaianas - um par em Santa Lúcia custa o equivalente a R$ 60 - e exerça a arte da pechincha na hora de comprar lembrancinhas de viagem.
Se você não for surfista (porque, nesse caso, seu interesse já estará definido), um dos melhores passeios por lá é feito de barco. São duas horas deslizando pelas águas escuras do Rio Umfolozi, que teve seu curso alterado, na década de 1950, para irrigar plantações de cana. No tour, você vai ver hipopótamos, crocodilos e uma vasta variedade de pássaros-pescadores. Os hipopótamos, aliás, podem ser encontrados também nas ruas de Santa Lúcia, com alguma sorte (ou azar, melhor dizendo).
Com um carregado sotaque irlandês, o capitão do barco explica que os bichões são amistosos com os outros animais, apesar de representarem perigo para os seres humanos. Conseguir uma foto que mostre mais do que as orelhas e o focinho dos hipopótamos é uma proeza. Por terem a pele sensível, eles passam a maior parte do tempo submersos.
Como ocorre em Durban, em Johannesburgo e na Cidade do Cabo, a noitada acaba cedo em Santa Lúcia. Com uma diferença: a cidadezinha é uma das poucas no país onde você vê negros e brancos dividindo uma mesa de bar. (M.F./Agência Estado)

SERVIÇO
- Tour no Umfolozi: passeios saem do píer, no centro da cidade, e custam a partir de 100 rands (R$ 20,36).

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