São Paulo - A Globo exibe hoje uma série de ações especiais em sua programação para comemorar o Dia Internacional da Mulher. Uma delas deve ser um marco na história do canal.
É que o principal telejornal da emissora, o "Jornal Nacional'', que completa 45 anos em 2014, deve ser apresentado por duas mulheres pela primeira vez. Assim, Patrícia Poeta, que já comanda o noticiário, dividirá a bancada com a jornalista Sandra Annenberg.
"Nós temos colegas editoras, operadoras, engenheiras, redatoras, maquiadoras, técnicas e diretoras. Ter duas mulheres na bancada do "JN' é um ato simbólico, de reconhecimento da grande contribuição diária dessas mulheres à produção do nosso jornalismo'', diz Patrícia.
Para Sandra, que normalmente apresenta o "Jornal Hoje'', a ação do canal é um reflexo da sociedade. "No Brasil, nos últimos dez anos, o número de mulheres chefes de família quadruplicou, as mulheres invadiram o mercado de trabalho, a escolaridade feminina também aumentou e, apesar disso tudo, ainda há tanto por conquistar'', diz a apresentadora. "Estar na bancada do "JN' neste 8 de março é uma honra'', complementa.
Os demais homens que apresentam os telejornais da Globo também darão espaço às mulheres.
Será assim com César Tralli e Carlos Tramontina, que serão substituídos por Monalisa Perrone, no "SPTV''. No "Jornal Hoje'', a apresentação ficará por conta de Renata Capucci. Além das substituições, os noticiários deverão exibir reportagens especiais sobre as mulheres.
Cris Dias ocupará a vaga de Tiago Leifert no comando do "Globo Esporte''. Ela já tinha assumido o posto no programa esportivo quando Leifert se dedicou à apresentação do "The Voice Brasil'', no ano passado. "Nessa edição, vamos exibir matérias que valorizam a participação feminina nas modalidades esportivas'', fala Cris.
Os programas da linha de entretenimento também terão especiais. É o caso do "Estrelas'', apresentado por Angélica.
A loira recebe a atriz Juliana Paiva, da novela "Além do Horizonte'', em um bate-papo sobre os direitos das mulheres. Em seguida, no "Caldeirão do Huck'', o apresentador Luciano Huck apresenta a competição "X1000'', em que um grupo de voluntários ajudará mulheres e crianças com câncer.

Noite das mulheres
A programação do horário nobre da Globo também comemora o Dia Internacional da Mulher. Na novela "Em Família", o vídeo "Momentos em Família'', que encera o capítulo, deverá mostrar a história de uma mulher contemporânea e de seu agitado dia a dia dividido entre o trabalho e os cuidados com casa, marido e filhos.
Em seguida, a atriz Monica Iozzi, que tem feito críticas divertidas ao "Big Brother Brasil'', tentará ocupar a vaga do apresentador Pedro Bial no comando do reality.
"É uma grande brincadeira. Depois que apareci no "BBB', recebi muitos comentários, a maioria positivos, algo além do que eu esperava. Então, continuarei com esse estilo bem despretensioso'', comemora Monica.
No "Zorra Total'', a data será comemorada com um encontro muito feminino. No humorístico, todas as personagens mulheres deverão se reunir na casa de Mozinha, vivida por Mariana Santos. "Ela receberá suas amigas para um chá. O quadro ficou muito divertido, com um bate-papo de mulheres sobre seus homens e a falta que eles fazem'', adianta Mariana.
Segundo a atriz, a personagem, que, em cena, vive em busca de um grande amor, pode representar o real desejo de várias mulheres. "Ela quer basicamente o que muitas mulheres querem. As que passaram dos 30 anos e que ainda não se casaram ou não tiveram filhos, preocupam-se muito com a vida afetiva e com o famoso relógio biológico, mas o romantismo ainda resiste com força'', analisa.
A homenagem às mulheres se encerra com o "Altas Horas''. Na atração, Serginho Groisman recebe a atriz Nathalia Dill, a Sílvia de "Joia Rara'' (Globo), e a cantora Paula Fernandes. A homenagem musical fica por conta da dupla Chitãozinho & Xororó.
Além disso, o apresentador entrevista Maria da Penha, que ficou conhecida pela lei contra a violência doméstica que está em vigor desde 2006. "Eu sempre me preocupo em debater esses temas. A Maria da Penha não pôde estar presente na gravação, mas conseguimos colocá-la via internet, esclarecendo que a violência contra a mulher precisa parar'', diz Groisman. "A lei não veio para punir os homens, ela está aí para punir o homem agressor. Homens e mulheres querem que ela seja cumprida, mas, infelizmente, os gestores públicos ainda estão vagarosos na criação de recursos para o cumprimento da lei'', complementa Maria da Penha.

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