Cesar AugustoCerimônia de lançamento do Filo: organizadores e autoridades marcam presença com compromissos assumidos publicamenteO clima de expectativa e o incômodo pelo atraso envolviam público e organização no lançamento da 31ª edição do Festival Internacional de Londrina (FILO), anteontem, no Cine-Teatro Ouro Verde. Marcada para 19h30, a solenidade de abertura começou mesmo perto das 21 horas.
A cerimônia de lançamento do FILO 98 foi marcada, como sempre, por discursos - alguns recheados de pedidos e promessas. A diretora do festival, Nitis Jacon, agradeceu o apoio do Governo do Estado mas lembrou que, apesar de confirmado, o dinheiro do patrocínio ainda não estava em caixa. Por sua vez, a Secretária de Estado da Cultura, Lúcia Camargo, num discurso descontraído, reafirmou seu apoio ao evento e, no final, garantiu: ‘‘Nitis, amanhã o dinheiro estará no banco...’’
Muitos compromissos também foram assumidos publicamente na solenidade. Nitis Jacon fez um apelo pela preservação e readequação do Cine-Teatro Ouro Verde e lembrou a expectativa pelo tão sonhado Teatro Municipal. ‘‘Vamos trabalhar e formar uma muralha para que o prefeito não desanime com a construção do teatro municipal e para que o projeto de tombamento do Ouro Verde seja levado adiante.’’
O vereador Salvador Francisco, autor do projeto que declara o Ouro Verde de interesse público para fim de tombamento, reafirmou que a matéria está tramitando na Câmara de Vereadores de Londrina. O projeto foi protocolado por Salvador Francisco e pela vereadora Elza Correia.
Lúcia Camargo colocou o setor de patrimônio cultural do Estado à disposição do projeto do Ouro Verde. Além disso, lembrou o apoio aos projetos de transformação da antiga cadeia pública em centro cultural e de construção do Centro Cultural dos Cinco Conjuntos.
Em entrevista à Folha, Lúcia Camargo confirmou a importância do FILO no cenário das artes cênicas. ‘‘Estou na área de Cultura há mais de 30 anos e acompanhei o festival desde o seu início. Se antes era um evento regional, com características de grande motivação, hoje está se tornando a grande vitrine das artes cênicas no Brasil’’, diz.
Para a Secretária da Cultura, as pessoas esquecem uma das principais conquistas do festival: ‘‘a sua importância na luta pelo direito de liberdade de expressão, concretizado cada vez mais’’, finaliza.
Também participaram da solenidade a Secretária Municipal da Cultura, Ângela Marçal, a Secretária Especial da Mulher, Dora Barnabé, a reitora em exercício, Nádina Moreno, a vereadora Elza Correia, Conselheira Nacional dos Direitos da Mulher, o diretor da Cia. Cacique de Café Solúvel, Sérgio Sandemberg, o superintendente regional do Banco do Brasil, Altino Ramos Costa, o superintendente regional da Copel, Eumar Lopes, o diretor do colégio Maxi, Alceu Macuco, o diretor do Núcleo I, José Cláudio Rodrigues, o jornalista João Milanez e o deputado federal Luiz Carlos Hauly.

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