Peça resgata o Circo de Pulgas
Com tamanhos milimétricos e talentos gigantescos, as pulgas são as grandes estrelas da peça "O Maior Menor Espetáculo da Terra", que estreia hoje no Filo. Encenada pelo grupo Centro Teatral e Etc e Tal, do Rio de Janeiro, a montagem une truques de ilusionismo e humor números circenses como trapézio, funambulismo, equilibrismo, magia que têm os insetos como protagonistas. As sessões acontecem de hoje a domingo, sempre às 19 horas, no Teatro Zaqueu de Melo.
Tema que teve seu início no século XVIII na Europa, o "Circo de Pulgas" é um modo encantador de arte cênica que vem sendo esquecido ao longo das décadas. A técnica vem de uma época em que o conceito de higiene não encontrava espaço nos dicionários e nos hábitos da sociedade; como o "mundo era das pulgas" e a glória pertencia a quem as conseguisse "domar", incontáveis ágeis parlapatões apresentavam shows repletos de atrações a uma plateia que conhecia muito bem seus "mínimos artistas".
O resgate desse processo está sendo realizado pelos integrantes do o Centro Teatral e Etc e Tal, formado pelos atores Alvaro Assad, Marcio Moura e Melissa Teles-Lôbo. Eles levam ao palco truques de mágica e engenhocas sem limites para apresentar ao público o mais próximo o possível da experiência instigante de ver o que não se pode ver e imaginar o que não está ali. Já o texto é uma mescla de dramaturgia de números clássicos do circo tradicional com uma profunda pesquisa científica do universo das pulgas e, claro, a comicidade característica do Centro Teatral e Etc e Tal. (M.R.)





