Os rapazes do Pavilhão 9 estão vivendo dias de graça. Eles produziram – e a WEA Music encampou – o disco ‘‘Reação’’, que já está nas lojas. Nem bem os CDs foram distribuídos e o grupo subia ao palco do Rock in Rio 3. Gravadora nova, vida nova para o grupo nascido em São Caetano, na Grande São Paulo. ‘‘Ganhamos carta branca para fazer o que quisermos’’, comemora o baixista Marinho. ‘‘Foi exatamente o caminho que a gente queria tomar, o de colocar no disco toda a trajetória do Pavilhão’’.
Este é o quinto trabalho do grupo, e apesar da curta carreira, os rappers acharam que era hora de sintetizar no repertório a sua própria história, ‘‘mas de forma evoluída’’. Para o músico este é mais um degrau conquistado, e cada vez mais o grupo quer ampliar espaço, ganhar novos ouvintes ‘‘independente da tribo. Estamos abertos a tudo’’.
A amplitude que a banda apregoa rendeu críticas de alguns setores do rock que estranharam a fusão de metal com rap, e dos rappers que não aceitaram o casamento das guitarras com picapes e MC’s. Foi uma confusão. A favor dos paulistas está o baterista do Sepultura, Igor Cavalera, que ao lembrar-se do episódio chama os descontentes de ‘‘retrógrados do hip hop brasileiro e roqueiros das antigas’’.
Marinho chama a atenção para a característica do Pavilhão 9 que continua ditando o trabalho ‘‘de linha a linha’’: ‘‘Ela está no conceito, na forma da nossa crítica ao sentido de lutar pela vida, não desistir da batalha, dar valor a você mesmo, até chegar lá. O ser humano tem que reagir em todos os sentidos, não pode baixar a cabeça’’.
A mensagem vai se propagar nos shows que estão sendo agendados. Depois do Rock in Rio 3, outro mega evento será o festival de rock marcado para acontecer na Bahia, dentro de algumas semanas. ‘‘Talvez’’ se apresentem no Planet Music, em Porto Alegre, mas é certo que em março dão início a uma turnê pelas cidades do interior de São Paulo e Rio de Janeiro. Mais tarde virão às capitais, com possibilidade de ocuparem o palco da DirectTV em São Paulo.
‘‘Nossa expectativa é que o CD venda legal, que o trabalho seja reconhecido’’, comenta o vocalista Rhossi. Sobre a nova gravadora, afirma que ‘‘a Warner veio a somar’’. Está ajudando o trabalho a se expandir, ganhar outras praças. Ele fala sobre o carinho que cercou todo o projeto e por isso mesmo aposta no sucesso. ‘‘Música é sentimento. Se você está numa vibração boa, só sai coisa boa. O público que não é bobo, sente isso e gosta’’.

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