PAVILHÃO 9 LANÇA CD
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quinta-feira, 25 de janeiro de 2001
Zeca Corrêa Leite De Curitiba 
Os rapazes do Pavilhão 9 estão vivendo dias de graça. Eles produziram e a WEA Music encampou o disco Reação, que já está nas lojas. Nem bem os CDs foram distribuídos e o grupo subia ao palco do Rock in Rio 3. Gravadora nova, vida nova para o grupo nascido em São Caetano, na Grande São Paulo. Ganhamos carta branca para fazer o que quisermos, comemora o baixista Marinho. Foi exatamente o caminho que a gente queria tomar, o de colocar no disco toda a trajetória do Pavilhão.
Este é o quinto trabalho do grupo, e apesar da curta carreira, os rappers acharam que era hora de sintetizar no repertório a sua própria história, mas de forma evoluída. Para o músico este é mais um degrau conquistado, e cada vez mais o grupo quer ampliar espaço, ganhar novos ouvintes independente da tribo. Estamos abertos a tudo.
A amplitude que a banda apregoa rendeu críticas de alguns setores do rock que estranharam a fusão de metal com rap, e dos rappers que não aceitaram o casamento das guitarras com picapes e MCs. Foi uma confusão. A favor dos paulistas está o baterista do Sepultura, Igor Cavalera, que ao lembrar-se do episódio chama os descontentes de retrógrados do hip hop brasileiro e roqueiros das antigas.
Marinho chama a atenção para a característica do Pavilhão 9 que continua ditando o trabalho de linha a linha: Ela está no conceito, na forma da nossa crítica ao sentido de lutar pela vida, não desistir da batalha, dar valor a você mesmo, até chegar lá. O ser humano tem que reagir em todos os sentidos, não pode baixar a cabeça.
A mensagem vai se propagar nos shows que estão sendo agendados. Depois do Rock in Rio 3, outro mega evento será o festival de rock marcado para acontecer na Bahia, dentro de algumas semanas. Talvez se apresentem no Planet Music, em Porto Alegre, mas é certo que em março dão início a uma turnê pelas cidades do interior de São Paulo e Rio de Janeiro. Mais tarde virão às capitais, com possibilidade de ocuparem o palco da DirectTV em São Paulo.
Nossa expectativa é que o CD venda legal, que o trabalho seja reconhecido, comenta o vocalista Rhossi. Sobre a nova gravadora, afirma que a Warner veio a somar. Está ajudando o trabalho a se expandir, ganhar outras praças. Ele fala sobre o carinho que cercou todo o projeto e por isso mesmo aposta no sucesso. Música é sentimento. Se você está numa vibração boa, só sai coisa boa. O público que não é bobo, sente isso e gosta.


