Pausa para a poesia
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 15 de novembro de 2002
Carolina Guadahim 
Uma texto engraçado pode levar os leitores de volta à infância. Foi o que muita gente sentiu ao ler, no saguão da Folha, uma poesia de Carolina Guadahim. A moça, de 22 anos, de manhã é estudante de Comunicação Social na UEL. À tarde, dá duro no Classifone, vendendo anúncios para o jornal. Apesar da dupla jornada, ainda encontra tempo para fazer poesia, um exercício que pratica desde os 17 anos. Carolina nunca publicou seus versos, mas sabe direitinho que ''poesia não combina com explicações, mas com sentimentos.''. Leitora de Carlos Drummond de Andrade, que procura avidamente nas prateleiras das bibliotecas, ela cedeu, meio constrangida, seus poemas para o mural comemorativo aos 54 anos da Folha e surpreendeu: em versos lúdicos, ela resgata com graça uma brincadeira que as crianças adoram. (C.C.)
Língua do P
Pulga passeia pelo pêlo
Passeia pela pele peluda
Pulando pelo pêlo da pele
Pára para piolho passar
Passa piolho, pula pulga,
Pula pulga, passa piolho...
Piolho pode? Pode.
Passa piolho, pula pulga.
Pulga pulando pinica pele
Pele pinica passando piolho...
Paf! Paf! Paf! Paf!
Pata peluda penetra pele
Paf pulga! Paf piolho!
Pronto.
Pausa para a pele peluda.


