Paus e Pétalas fala sobre o amor em meio ao caos
O amor renascendo em tempos assombrados por crises econômicas e sociais, conflitos bélicos e ideológicos. Através de gestos delicados intercalados com movimentos intensos, o grupo Circolando, de Portugal, busca traduzir a esperança de um mundo melhor apesar do atual cenário de desolação mundial na peça "Paus e Pétalas". A montagem será apresentada hoje e amanhã, às 20 horas, na Divisão de Artes Cênicas/Casa de Cultura da UEL.
O diretor André Braga, que também está no palco nesse espetáculo, conta que este novo trabalho surgiu de reflexões do grupo acerca da crise que atinge Portugal, a Europa e todo o mundo. "Queríamos trabalhar nesta ideia de ruína e de incerteza quanto ao futuro, num tempo em que tudo está partido. Mas que, mesmo em meio aos escombros, ainda existem pequenas plantas que insistem em brotar", ilustra.
O espetáculo coloca no palco um casal - um homem e uma mulher. "São duas pessoas que representam a atração e repulsa, a fusão da pedra e da planta, o entrelaçamento dos corpos. Estamos lá por sermos humanos, que é o material de que dispomos", afirma.
O cenário busca representar esses tempos incertos, com móveis quebrados, entulhos restantes de uma casa em ruínas, uma atmosfera de desolação e, como contraponto, flores espalhadas por todo o espaço.
"Paus e Pétalas", em termos de linguagem, é uma fusão da dança com o teatro. "Não é uma dança de forma. É mais emotiva, por isso também é teatro, apesar de termos pouco texto em apenas uma cena. A música é muito importante na montagem", revela o diretor. Ele conta que as composições são originais, feitas especialmente para o espetáculo.
O Circolando foi fundado em 1999, na cidade de Porto, por Braga e sua esposa, Cláudia Figueiredo, que divide com ele a direção do espetáculo. O grupo não tem um elenco fixo e trabalha com artistas convidados a cada montagem. (M.R.)
Serviço
Paus e Pétalas - Circolando (Portugal)
Quando Hoje a amanhã, às 20 horas
Onde - Divisão de Artes Cênicas Casa de Cultura da UEL (Av. Celso Garcia Cid, 205)
Quanto R$ 25 e R$ 12,50 (meia-entrada)





