Paulo Coelho é premiado
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quarta-feira, 13 de janeiro de 1999
ReproduçãoPaulo Coelho: um dos dez mais lidos do mundoAgência Folha 
Na noite de 2 de fevereiro, Paulo Coelho subirá ao palco do pavilhão principal do Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), e fará um discurso.
Usando um bom jeans e um suéter, vai falar sobre a idéia da lenda pessoal para o líder palestino Iasser Arafat, os presidentes da França, Jacques Chirac, e da África do Sul, Nelson Mandela, o chanceler alemão, Gerhard Schroeder, e a primeira-dama dos EUA, Hillary Clinton, entre outras centenas de líderes políticos e empresariais. Nessa noite, na única conferência que reúne todos os 2.000 convidados do encontro, o autor de O Alquimista estará recebendo um prêmio, o Crystal Award, que só foi distribuído até hoje para 28 pessoas, entre músicos, artistas, arquitetos, escritores e três ganhadores do Prêmio Nobel. O fax que comunicou o escritor da honraria explica: Sua significativa contribuição, por meio do poder da linguagem, em tocar e unir tantas diferentes culturas, o distingue claramente para esse prêmio. E não é a primeira honraria internacional de grande porte que o mago faz aparecer em suas mãos. No entanto, Coelho, transformado pelo governo francês em Cavaleiro das Artes e das Letras, diz: Sem demagogia, meu maior prêmio é o carinho dos leitores. É neles, responsáveis pela compra de 23,5 milhões de exemplares do escritor em mais de cem países, que Coelho diz que estará pensando quando receber o troféu em forma de montanha de cristal, alusão ao romance Montanha Mágica, de Thomas Mann (1875-1955), que é ambientado na cidade de Davos.
Um dos dez autores mais vendidos do mundo em 1998, em lista da qual não consta Sidney Sheldon, Coelho diz que não está escrevendo nenhum livro, mas tem se dedicado a elaborar os discursos que fará para a elite mundial na Suíça.


