A Caixa Econômica Federal, o governo do Paraná e a Sociedade de Amigos do Museu da Imagem e do Som do Paraná assinaram ontem convênio para implementação do projeto de restauração do prédio que abriga o Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS). O acordo foi assinado pelo governador do Paraná, Roberto Requião, pelo vice-presidente da Caixa, Bolivar Tarrago e pela presidente da Sociedade de Amigos do MIS, Conceição Barindelli.
O valor total do projeto está estimado em R$ 1,157 milhão. A Caixa repassará R$ 800 mil, aprovados sob o patrocínio da Lei Rouanet (de incentivo à cultura), à Sociedade de Amigos do Museu da Imagem e do Som (SAMIS), proponente do projeto no Ministério da Cultura. O governo do Paraná, por meio da Secretaria de Cultura, repassará o restante para realização da obra, no valor de R$ 357 mil.
O projeto deve recuperar o prédio onde está instalado o museu, que se encontra fechado por causa do precário estado de conservação. As obras contemplam reforma nos aspectos estrutural, elétrico, telefônico, hidráulico, ar-condicionado, sonorização e a compatibilização destes com o projeto arquitetônico. O prédio foi tombado em 1977 pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Paraná e, desde 1989, abriga o Museu da Imagem e do Som.
O MIS, criado em 1969, tem como principal objetivo resgatar e preservar a memória audiovisual do Paraná. O museu possui acervos de discos, fitas de áudio, filmes, vídeos, fotografias e publicações relacionadas à sua área de atuação. São cerca de um milhão de imagens, 50 mil discos, filmes, depoimentos orais históricos, partituras, documentos e equipamentos fotográficos e de som.
O prédio é um sobrado projetado pelo italiano Ernesto Guaita que transformou, em fins do século 19, a paisagem da Rua da Liberdade, hoje Rua Barão do Rio Branco. Construído para residência do engenheiro Leopoldo Weiss, foi uma das mais significativas obras daquela região. Na época, sua fachada destoou das demais casas vizinhas, ainda austeras.
Como era costume nos sobrados de moradia, Guaita dotou o piso superior, considerado nobre, de um acúmulo de ornamentação, deixando para o térreo o quase despojamento. Sobre sua fachada simétrica aplicou pilastras, arcos plenos, cães ornamentais, sacadas em balaústres, sobreverga e vasos sobre a platibanda vazada.

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