Patricinhas conquistam público para a Record
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segunda-feira, 23 de julho de 2007
Ana Carolina Rodrigues<br> Folhapress 
São Paulo - Elas não têm a mesma fama de Paris Hilton e Nicole Ritchie, mas as protagonistas da versão brasileira do Simple Life, Karina Bacchi e Ticiane Pinheiro, oferecem ao telespectador o suficiente para conseguir bons resultados de audiência na Record. Bonitas e vestidas de maneira sexy, as garotas do reality show parecem Barbies que erraram o caminho de casa e foram parar em um lugar onde é preciso trabalhar duro.
A fórmula, que parece ter caído no gosto dos jovens, já estreou desbancando Globo e SBT, com 16 pontos no Ibope e picos de 20. Na semana seguinte, consolidou-se na vice-liderança. No último episódio exibido, conseguiu aparecer em primeiro lugar no Ibope durante alguns minutos, mesmo com a cobertura do acidente com o avião da TAM em destaque nas outras emissoras.
Boa parte deste crédito se deve à naturalidade, esforço e carisma das duas. Esses elementos, amparados por uma boa produção, têm tudo a ver com o resultado da audiência, conta o diretor artístico da Record, Hélio Vargas, que afirma que a emissora aposta nas noites de terça-feira: Temos uma atração muito forte na concorrente nas noites de segunda (A Globo exibe Tela Quente) e, por isso, nos decidimos pelas noites de terças, diz Vargas.
A estratégia não começou com Simple Life. Antes de as meninas entrarem no ar, as terças eram de Roberto Justus e Aprendiz 4 - o Sócio, que já vinha rendendo bons números.
Como em time que está ganhando não se mexe, a emissora continuará investindo. Depois do Simple Life, teremos a segunda temporada de Troca de Família, adianta Vargas.
Karina Bacchi se diz surpresa com o sucesso. O programa é divertido e dinâmico graças a uma boa edição. As pessoas me param na rua e falam que estão adorando, conta a atriz.
Mas, para Claudino Mayer, pesquisador dos meios de comunicação, a edição e o dia estratégico para entrar no ar não são os únicos fatores que justificam o interesse pelo Simple Life. O reality show quebra todo o estereótipo do artista. A partir do momento em que as atrizes passam a fazer o não-convencional, todo mundo gosta de ver, diz.


