São Paulo - Elas não têm a mesma fama de Paris Hilton e Nicole Ritchie, mas as protagonistas da versão brasileira do ‘‘Simple Life’’, Karina Bacchi e Ticiane Pinheiro, oferecem ao telespectador o suficiente para conseguir bons resultados de audiência na Record. Bonitas e vestidas de maneira sexy, as garotas do reality show parecem Barbies que erraram o caminho de casa e foram parar em um lugar onde é preciso trabalhar duro.
  A fórmula, que parece ter caído no gosto dos jovens, já estreou desbancando Globo e SBT, com 16 pontos no Ibope e picos de 20. Na semana seguinte, consolidou-se na vice-liderança. No último episódio exibido, conseguiu aparecer em primeiro lugar no Ibope durante alguns minutos, mesmo com a cobertura do acidente com o avião da TAM em destaque nas outras emissoras.
  ‘‘Boa parte deste crédito se deve à naturalidade, esforço e carisma das duas. Esses elementos, amparados por uma boa produção, têm tudo a ver com o resultado da audiência’’, conta o diretor artístico da Record, Hélio Vargas, que afirma que a emissora aposta nas noites de terça-feira: ‘‘Temos uma atração muito forte na concorrente nas noites de segunda (A Globo exibe ‘‘Tela Quente’) e, por isso, nos decidimos pelas noites de terças’’, diz Vargas.
  A estratégia não começou com ‘‘Simple Life’’. Antes de as meninas entrarem no ar, as terças eram de Roberto Justus e ‘‘Aprendiz 4 - o Sócio’’, que já vinha rendendo bons números.
  Como em time que está ganhando não se mexe, a emissora continuará investindo. ‘‘Depois do ‘‘Simple Life’, teremos a segunda temporada de ‘‘Troca de Família’’’, adianta Vargas.
  Karina Bacchi se diz surpresa com o sucesso. ‘‘O programa é divertido e dinâmico graças a uma boa edição. As pessoas me param na rua e falam que estão adorando’’, conta a atriz.
  Mas, para Claudino Mayer, pesquisador dos meios de comunicação, a edição e o dia estratégico para entrar no ar não são os únicos fatores que justificam o interesse pelo ‘‘Simple Life’’. ‘‘O reality show quebra todo o estereótipo do artista. A partir do momento em que as atrizes passam a fazer o não-convencional, todo mundo gosta de ver’’, diz.

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